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Março Azul-Marinho: colonoscopia é aliada na prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal

Médicos especialistas explicam sobre a doença, que já é o quarto tipo de câncer mais incidente no Brasil

O LONDRINENSE com assessoria

No mês de março, a cor azul-marinho ganha destaque como símbolo da campanha de prevenção ao câncer colorretal, uma iniciativa que busca conscientizar a população sobre a importância de prevenir e diagnosticar precocemente a doença.

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O câncer colorretal, ou de intestino, é o quarto tipo de câncer mais incidente no Brasil em termos gerais, atrás apenas de pele não melanoma, mama e próstata. É mais frequente na faixa etária acima de 50 anos, mas vem aumentado também entre pessoas de 20 a 49 anos. Dados do Instituto Nacional do Câncer, Inca, apontam que a cada ano do triênio 2023-2025 serão diagnosticados cerca de 46 mil casos novos de câncer colorretal.

Tanto a prevenção quanto o diagnóstico do câncer de intestino incluem necessariamente a realização do exame de imagem de colonoscopia. Esse exame avalia o colón, as porções finais do intestino e, durante sua realização, é possível, por exemplo, retirar um pólipo que futuramente se transformaria em um câncer.

O câncer colorretal tem até 90% de chance de cura se for diagnisticado precocemente, através de uma colonoscopia
O médico Alberto Toshio Oba, frisa que o diagnóstico precoce oferece até 90% de chance de cura do câncer colorretal e é possível a partir da simples realização de uma colonoscopia – Foto: Divulgação

Há 29 anos estabelecida em Londrina, a Gastroimagem reúne em seu corpo clínico sete médicos gastroenterologistas, especialistas na realização de exames de colonoscopia e endoscopia digestiva, tendo à frente os sócios-diretores Alberto Toshio Oba, Celso Andrade Cesar de Oliveira e Sérgio Ricardo Spinosa. Para marcar a campanha Março Azul-Marinho e incentivar a prevenção, durante o mês a clínica vai realizar gratuitamente cerca de 20 colonoscopias de pacientes do SUS que estão à espera para fazer o exame.

Segundo os sócios-diretores, é fundamental o engajamento na campanha. “A incidência do câncer colorretal está atrás somente do câncer de pele não melanoma e do câncer de mama, no caso das mulheres, e do câncer de pele não melanoma e de próstata para os homens”, explica Dr. Alberto Toshio Oba. “As pessoas precisam saber que o diagnóstico precoce oferece até 90% de chance de cura e é possível a partir da simples realização de uma colonoscopia”, completa.

Sintomas do câncer colorretal

Nos estágios iniciais, o câncer colorretal geralmente não apresenta sintomas, sendo considerado uma doença silenciosa. Os sinais costumam surgir em fases mais avançadas, incluindo diarreia, perda de peso sem explicação, mudança no formato das fezes ou no comportamento gastrointestinal, sangue nas fezes, gases ou cólicas, vômitos ou náuseas, dores na região anal ou sensação de intestino cheio mesmo após evacuação.

Por isso, a realização periódica de exames, como a colonoscopia, mesmo na ausência de sintomas evidentes, é fundamental.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para o câncer colorretal estão ligados ao estilo de vida, como obesidade, fumo, sedentarismo, consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas e bebidas alcoólicas, baixo consumo de fibras, frutas e vegetais.

Idade superior a 50 anos e condições genéticas ou hereditárias – como histórico pessoal ou familiar de câncer – também são fatores de risco, mas respondem por apenas cerca de 15% dos casos.

“Preservar a saúde do intestino está, sim, ao nosso alcance, principalmente ao adotar um estilo de vida mais saudável”, pontua o médico Celso Andrade Cesar de Oliveira.

Quando fazer a colonoscopia

Para pacientes sem risco de câncer colorretal, o exame de colonoscopia deve ser feito a partir dos 45 anos de idade. “A frequência das demais será decidida caso a caso, considerando pólipos e outras condições específicas da pessoa”, orienta Dr. Sérgio Ricardo Spinosa.

Já para pessoas com histórico familiar, recomenda-se que a primeira colonoscopia seja feita 10 anos antes da idade do parente mais novo a ter a doença.

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