Skip to content

Lúpus atinge mais mulheres que homens

Tratamento adequado e bons hábitos garantem qualidade de vida os pacientes

Vinícius Fonseca

Especial para O LONDRINENSE

Doença inflamatória crônica que tem como característica principal o fato de ser autoimune, o Lúpus tem causas multifatoriais, como predisposição genética, fatores hormonais e ambientais, como a possível manifestação do quadro em razão da sensibilidade a exposição solar.

A médica reumatologista, Cacilda Mikiko Nakamura aponta que o aparecimento dos sintomas é mais comum em mulheres entre a segunda e a terceira década de vida. “São cerca de 10 mulheres para cada homem com a doença”. Nos extremos da vida (infância e terceira idade), o surgimento do Lúpus é menos frequente, mas também há um predomínio feminino sobre o masculino, diz ela

Segundo Cacilda, por se tratar de um problema autoimune, os anticorpos do paciente acabam afetando os órgãos do próprio paciente, como rins, pele e outros, na tentativa de fornecer ao corpo uma defesa.

Uma característica que chama a atenção no Lúpus é que os sintomas podem variar de pessoas para pessoa. Isso, de acordo com a especialista, torna fundamental que seja realizado um diagnóstico preciso.

A busca por resultados que possam indicar a existência da doença em um paciente pode incluir a realização de uma série exames e a participação de médicos de diferentes áreas. “Ela (a doença), pode começar com uma febrezinha, causar dores articulares e uma lesãozinha de pele. Mas, existem formas de apresentação um pouco mais graves onde se pode ter inflamação no pulmão, no coração e, às vezes manifestações em nível renal”, afirma ao ressaltar as variações do Lúpus.

Apesar da gravidade de alguns casos, Calcilda comenta que, se realizado precocemente, o diagnóstico, possibilita um tratamento eficaz, que pode ajudar o paciente a conviver com o problema e ainda ter qualidade de vida. 

Tratamento

O tratamento para o Lúpus deve incluir o uso de alimentos mais saudáveis e a prática frequente de exercícios físicos. A pessoa diagnosticada com a doença também deve evitar a exposição solar e o tabagismo, além do uso de medicamentos, conforme prescrição do especialista, se necessário. “Lúpus é uma doença que pode ter o acompanhamento de outros especialistas, mas quem trata é o reumatologista”, orienta ela sobre a busca do atendimento adequado.

A médica frisa ainda que o Lúpus é uma doença que pode alternar entre períodos de atividade e de inércia e por ser autoimune, o paciente deve receber acompanhamento especializado constantemente no transcorrer da vida.

Qualidade de vida

Com o tratamento adequado é possível ganhar em qualidade de vida, pelo menos é o que garante a pensionista Neusa Marques Ramos, diagnosticada com a doença em 2008, quando tinha 47 anos. Para ela, são os cuidados médicos que dão segurança ao paciente para passar pelos momentos de crise. “O tratamento proporciona uma base, como se nos preparasse para os períodos ruins da doença. Se fosse se tratar somente nos períodos ruins, nunca teríamos momentos bons e de qualidade”, garante

Neusa revela ainda que é preciso se adequar a doença e isso a fez rever vários hábitos alimentares, além de visitar especialistas com constância e também tomar a medicação de forma correta. “Como a doença ainda não tem cura, um tratamento levado a sério prolonga os períodos em que a doença se estabiliza e me proporciona mais qualidade de vida”, afirma.  “Nos períodos em que não está em atividade, mal me recordo que carrego isso comigo”, complementa.

A professora Jéssica Caroline Taveiras também está aprendendo a conviver com o Lúpus. Diagnosticada há aproximadamente um ano, ela explica que demorou para ter o diagnóstico correto da doença. Ela lembra que inicialmente foi diagnosticada com fibromialgia, depois com artrite reumatoide. Até que, em setembro de 2018, chegou ao diagnóstico definitivo para Lúpus.

Hoje, com o tratamento encaminhado, Jéssica revela que a vida melhorou muito. “Eu tinha febres que chegavam a 40º graus. Dores no corpo, parecia estar sempre com gripe. Hoje a vida é outra. O tratamento caminha e a vida começa a voltar a ser normal”.

Foto: VisualHunt

Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Designed using Magazine Hoot. Powered by WordPress.