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Como dois anos de pandemia prejudicaram minha saúde bucal

Deixei de lado meu acompanhamento dentário por medo da covid. Agora retornei e vou ter que enfrentar as consequências. Vou contar tudo aqui, em matérias semanais, para que meu exemplo sirva de lição

Telma Elorza

O LONDRINENSE

Além de todos os problemas e tristezas que a pandemia de Covid-19 causou, houve outro efeito colateral que muita gente não se ligou e que, hoje, pode estar sofrendo as consequências, algumas até graves. Eu sou uma delas. Como milhares de pessoas no Brasil, deixei de ir ao dentista nesse período complicado. Voltei essa semana. E, agora, me arrependo amargamente. Meu dentista, José Norberto Garcia Nesello, da Inplancare, ao ver o estado da minha boca, fez alguns apontamentos e se solidarizou com minha dor. E eu decidi que vou narrar aqui, sempre que voltar lá, para que vocês acompanhem o tratamento. Por dois motivos: o primeiro é que a Inplancare tem uns aparelhos e umas metodologias ultramodernos que valem a pena ser conhecidos. O segundo é para que vocês não repitam o erro que cometi. Aprendam com meu exemplo e visitem regularmente o dentista. 

Mas, primeiro, para me justificar, eu estava pensando em marcar uma consulta quando entramos na pandemia e, por medo de contrair a doença (tenho um monte de comorbidades), desisti. Já fazia um ano que, por problemas alheios a minha vontade, me afastaram da consulta. Ou seja, completo agora três anos sem visitar um consultório dentário. Como fumei por 31 anos, parei seis e retornei com tudo na pandemia, meus dentes estão complicados. Neste período sem acompanhamento, quebrei três dentes (um deles, gravemente, que não vai dar para salvar, Norberto já avisou) e perdi um molar (que não tinha mais sustentação por causa de perda óssea no maxilar, que simplesmente pulou fora um dia, ao mastigar um chiclete). Além disso, tenho obturações antigas e extensas demais, resultado de técnicas ultrapassadas e que, possivelmente, têm infiltrações. Vai ser preciso abrir e ver como está por dentro. Além do cálculo dentário (tártaro), claro. Ah, o tártaro. Três anos sem fazer uma limpeza completa com o dentista e fumando, pronto. Virou quase um cimento. 

Tudo isso, o Norberto viu antes de ver minha boca, digamos assim. Antes de tudo, me mandou fazer um raio-x panorâmico da boca. Nunca tinha feito isso, em nenhum dentista com quem já me tratei. “A gente costuma solicitar a panorâmica em boa parte dos casos, principalmente quando os pacientes vêm de outros tratamentos ou estão há muito tempo sem visitar o dentista. Ela nos dá uma visão geral do que vai encontrar. E aí a gente define outros tipos de exames, como tomografias, radiografias, fotografias e escaneamento, este último já incluído na consulta ”, explica.

No meu caso, Norberto viu um desequilíbrio de mordida, onde o encaixe dos dentes não está adequado, por causa dos dentes quebrados e a perda dentária. “Os dentes se movimentam para, de alguma forma, eliminar esses espaços. E isso faz com que haja essa desarmonia nos eixos de posicionamento dos dentes”, diz. Ao mesmo tempo, minhas restaurações antigas são volumosas, com excessos que não deveriam estar ali (ele me mostrou na panorâmica uns pontinhos onde o amálgama usado na obturação ultrapassa a linha do dente). Um dos dentes quebrados é uma prótese que eu já tinha feito e tenho também uma raiz infeccionada, avaliada clinicamente. “Tem bastante coisa para gente olhar, mas quem vai mostrar melhor é a parte do escaneamento, que é uma moldagem virtual que fazemos, onde vamos acompanhar juntos o diagnóstico”, afirmou.

Na próxima matéria, vamos falar sobre o tártaro e o tratamento inovador que a InplanCare tem para remoção.

Foto: Raiox-panarômico

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