Não caia no golpe do emprego fácil e com salário alto

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Convites via Whatsapp ou redes sociais para trabalhar de forma remota com empresas conhecidas podem dar prejuízos

Telma Elorza

O LONDRINENSE

Em um cenário de alto desemprego no país, muitas pessoas buscam por oportunidades de trabalho, seja presencial ou home office. No entanto, é preciso estar sempre atento para não cair em golpes de emprego, que podem prejudicar tanto financeiramente quanto emocionalmente. Esse tipo de golpe, não é novo: muitos caíram em processos seletivos nos quais tinham que pagar uma taxa (isso não existe, fique atento). Mas, nos últimos tempos, os golpistas acharam um novo nicho: eles criam perfis fakes na redes sociais, como empresas sérias de recrutamento e seleção, e oferecem oportunidades de trabalho fácil (20 minutos por dia, por exemplo), em home office, com alta renumeração. E usam nomes de empresas como Shein, Mercado Pago e Amazon, como se fossem elas que estariam contratando. Ou então, mandam um Whatsapp oferecendo a vaga.

Eu mesma recebi um Whatsapp desses, na semana passada (veja o print).

Depois dessa “oferta de trabalho”, bloqueei o golpista
“Proposta” recebida por Peres

Depois disso, fui conversar com o advogado Fernando Peres, especialista em Direito Digital e Crimes Cibernéticos, que também havia recebido um Whatsapp do mesmo tipo, mas oferecendo aumento de limite de crédito.

“O criminoso consegue nosso telefone num banco de dados de números de telefone ou, ainda, digita aleatoriamente, e vai mandando mensagens até conquistar as vítimas. A gente não tem como impedir que os criminosos consigam nossos dados em algum lugar, embora não esteja certo”, diz Peres. Segundo ele, a melhor coisa a fazer é nunca responder nem entrar em contato. Muito menos clicar em links. “Já que não temos como impedir, o melhor é ignorar, bloquear e denunciar no Whatsapp ou nas redes sociais”, explica.

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Outro golpe muito comum é o de joguinhos que prometem dinheiro real. “Criminosos podem estar usando o joguinho para conseguir os seus dados bancários, através de malwares, instalados no celular junto com o jogo”, alerta o advogado. O melhor, segundo ele, é parar de acreditar em “dinheiro fácil” já que isso não existe. “Além disso, é preciso observar que as mensagens que prometem dinheiro fácil são sempre muito simples, toscas, mal escritas, com informações insuficientes, sem qualquer tipo de comprovação. A pessoa só cai em golpes assim ao agir por impulso. Porque, se parar e observar um pouco, é possível identificar essas questões”, aponta.

Segundo ele, e quando aparecer “oportunidades” bem estruturadas nas redes sociais, por exemplo, é melhor fazer buscas pela empresa, verficar na internet e procurar conversar com outras pessoas. “Muitas não falam nada para outras pessoas, com medo de perder a vantagem de ter visto a vaga primeiro. E isso acaba fortalecendo a ocorrência do crime”, diz. Peres cita o exemplo do golpe da pirâmide via PIX, quando o golpista sugere que se invista um valor X para receber o dobro. “A pessoa faz uma transferência de R$500 e o golpista realmete faz um PIX de mil reais. O cara fica louco, ‘nossa, que oportunidade maravilhosa’. Aí ele investe um segundo valor mais alto – às vezes pega até dinheiro emprestado – e acaba perdendo tudo. Tem vários casos assim, pessoas que deram R$40 mil, R$50 mil reais”, explica.

Para Peres, os criminosos têm um poder de convencimento muito grande. “Por isso, é preciso parar de agir com impulsividade, pensar bem antes de arriscar seu dinheirinho suado. E volto à frisar: não existe dinheiro fácil. É golpe”, afirma.

Foto: Freepik

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