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Eleições 2020 – Conheça os candidatos a prefeito mais ricos e mais pobres desta campanha

Os candidatos são obrigados por lei a apresentar declaração de bens. Enquanto alguns são detalhistas e fazem uma relação completa, outros não são tão cuidadosos assim

Telma Elorza

O LONDRINENSE

O eleitor mais curioso sobre os candidatos às eleições 2020 tem uma ferramenta poderosa para saber detalhes da vida de cada um. É o site DivulgaCan, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ali é possível acompanhar toda a situação de cada candidato a algum cargo do Brasil inteiro. Como são obrigados a fazer uma declaração de bens, dá para saber, inclusive, quais são os mais “ricos” e os mais “pobres” nessa eleição.

No caso de Londrina, O LONDRINENSE fez um levantamento com os 10 candidatos a prefeito. E pelas declarações de bens, é possível também deduzir quais são os melhores administradores do próprio dinheiro. Vale aqui uma observação: as declarações de bens nem sempre são confirmadas pela Justiça Eleitoral, por isso, vai da consciência de cada um declarar todo o patrimônio com valores atualizados. O que a reportagem percebeu é que a maioria dos candidatos não atualizam valores de imóveis de suas propriedades há muito tempo e podem não ter declarado todos os bens.

Entre os mais “ricos” dessa eleição estão o advogado Carlos Roberto Scalassara (PT) e o empresário Marcio Stamm (PODEMOS) com um detalhamento de bens completo. Sacalassara declarou todos os imóveis de sua propriedade, aplicações financeiras e até a propriedade de um trator, somando um valor total de R$4.628.711,20. Stamm também listou participação em empresas, aplicações, contas bancárias e imóveis, somando um valor total de R$4.561.283,38.

Em terceiro lugar “na riqueza” aparece o jornalista e ex-prefeito Homero Barbosa Neto (PDT), cuja declaração de bens somou o valor de R$2.675.881,15. Ele listou apenas duas casas e um Fiat Uno 2013/2014, mas uma das casas, no Jardim Bela Suíça, teve o valor declarado de R$2.340.881,15, o que indica uma certa atualização nos valores.

Em seguida, o delegado Nelson Misuta Águila (MDB) declarou um total de bens no valor de R$2.663.806,46 com aplicações e imóveis – em valores atualizados. Na sequência, vem o empresário Álvaro Loureiro Júnior, com um total de R$1.845.300, em imóveis e cotas de empresas. Mas não tem um único veículo em seu nome.

O atual prefeito e candidato à reeleição Marcelo Belinati (PP) declarou um total de bens no valor de R$605.670,25, com um imóvel financiando declarado no valor R$358.255,75 em um condomínio fechado na Gleba Palhano , três carros e uma caderneta de poupança com R$150,75 e uma aplicação financeira de R$3.365,39.

O candidato e deputado estadual Tiago Amaral (PSB), que recebe um salário mensal em torno de R$26 mil, tem um patrimônio modesto. Declarou apenas R$142.067,58, divididos em dois veículos e uma aplicação de renda de R$367,58.

O sociólogo Márcio Sanches (PCdoB) declarou valor total de bens em R$136.324,64, cujos principais ativos são uma casa e meia (50%) – mas sem a localização delas. E nenhum veículo.

Os mais “pobrinhos”, pela listagem declarada, são o deputado federal Boca Aberta – Émerson Petriv (PROS) e o vereador Ederson Júnior Santos Rosa (REPUBLICANOS). Boca Aberta, apesar do salário de R$38 mil que recebe mensalmente na Câmara dos Deputados, há 22 meses, se autodeclarou vendedor e listou apenas uma bicicleta artesanal com som amplificador no valor de R$15 mil. Santos Rosa, apesar dos dois mandatos como vereador – recebendo um salário na ordem dos R$12 mil – declarou apenas R$10 mil em dinheiro.

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