Nesta edição, o psiquiatra e psicanalista Marcelo José de Castro fala do desejo sexual e a ligação com os primeiros anos de vida do ser humano
Suzi Bonfim
O LONDRINENSE
Perversões sexuais, fetiches e fantasias são os assuntos do O Londrinense POD versão Tia Telma Responde, desta quinta-feira (09). A jornalista Telma Elorza entrevista o médico psiquiatra e psicanalista Marcelo José de Castro sobre a diferença entre estas ações da sexualidade humana.

Como integrante da Associação Psicanalítica Internacional e Argentina, Marcelo Castro explica a linha tênue que separa as fantasias das perversões sexuais, quando elas passam a ser consideradas patologias e até mesmo crimes como o estupro e a pedofilia.
Segundo o psiquiatra, fantasia, no senso comum, é algo que fica mais na imaginação, o secreto, proibido e fora do comum. “Em psicanálise, a gente entende a fantasia como uma atividade mental que existe desde que nascemos. Nosso mundo psíquico é um mundo de abstrações, de fantasias. Isso desde bebê. Vamos chamar de perversão, a necessidade de atuação, de colocar em prática, de atuação e presença do objeto de fantasia naquela relação”, constata.
Quando se trata da sexualidade, o ser humano tem memórias ligadas aos primeiros anos de vida. “Grande parte do nosso psiquismo normal, são fantasias sexuais infantis que persistem e convivem no nosso inconsciente junto com o conhecimento que adquirimos”, aponta Marcelo Castro.
O Londrinense POD versão Tia Telma Responde é produzido em parceria com o ZGM Estúdios e está disponível no canal do site O Londrinense no You Tube e no Spotify. Assista, curta e compartilhe.
