Peculiaridades

Por Telma Elorza

O amigo me conta: “Não sei comer pizza, lazanha nem nada que vá queijo. Tenho ojeriza de queijo. Não me chame para uma noite de queijos e vinhos porque vou odiar”. Surpresa fico, porque acredito que o queijo é a melhor invenção do homem. Mais que celulares e naves espaciais, foi o queijo que fez a civilização evoluir, na minha opinião.

E isso não é mentira minha. Tem estudos genéticos que provam que foi o queijo que fez o homem superar a intolerância à lactose (já que cerca de 80% da lactose acaba sendo eliminada com o soro), que era comum aos adultos da antiguidade e, portanto, permitiu que nossos ancestrais passassem a consumir laticínios, nova fontes de calorias e nutrientes.
Em vez de guerras, façamos queijos.

Mas o ódio do meu amigo aos queijos me lembrou que somos, cada um de nós, seres peculiares. Ninguém é totalmente padrãozinho, se encaixando perfeitamente numa sociedade perfeita. Para começar, a sociedade, em si, não é perfeita. Por mais que insista em enfiar, goela abaixo, chavões e normas, ela sempre deixa a desejar ao seus próprios padrões. Por que nós seríamos obrigados?

As particularidades de cada um são o que dão sabor à vida. É exatamente como diz aquela velha frase “de perto, ninguém é normal”. Aliás, “normalidade” é apenas mais uma maneira de tentar nos colocar em formas. São as peculiaridades, as esquisitices, as coisas diferentes em nossas vidas que nos fazem únicos.

Viva suas diferenças sem medo. E que atire a primeira pedra aquele que se achar perfeito.

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