Para que uma guerra em pleno 2022?

Por Fábio Luporini

Uma guerra insensata, que nos mostra como não aprendemos absolutamente nada como humanidade. É assim que se desenha a invasão da Rússia à Ucrânia, cuja culpa também recai sobre o Ocidente – leia-se Estados Unidos, Alemanha, França e Inglaterra, entre outros países, com o Brasil na liderança do papel de idiota encarnado no presidente Jair Bolsonaro. Não é possível que, em pleno século XXI, a gente precise passar por uma situação como essa. Era para estarmos resolvendo os verdadeiros problemas do planeta, como a fome, a desnutrição, a falta de saneamento básico e o aquecimento global. E estamos fazendo o que? Gastando nossas forças, energias e recursos em guerra!

Se o filósofo florentino Nicolau Maquiavel estivesse aqui, diria que o príncipe, ou seja, o governante, poderia empreender uma guerra contra outras nações se fosse do seu interesse, se fosse preciso para se manter no poder. Maquiavel nasceu em 1469 e morreu em 1527. É considerado o pai do pensamento político moderno, por escrever sobre uma realidade antes floreada pela ética cristã. Só que 500 anos depois, essas teorias também já se encontram ultrapassadas, não acha? É preciso entender e compreender que as demandas do mundo contemporâneo são outras.

De um lado e de outro. Tanto da Rússia, que tem no poder um projeto ultrapassado de ditador soviético que insiste em polarizar sua potencialidade nuclear, quanto os Estados Unidos, que continuam a querer avançar seu domínio geopolítico típico de uma guerra-fria que já não existe mais impondo sua visão de democracia e desconsiderando aspectos sócio-políticos simplesmente para obter vantagens econômicas e sobre reservas de petróleos. O mundo não deu certo dessa maneira, então, é preciso que algum líder mundial capitalize a mudança de que precisamos. Seria esse líder o papa Francisco? Afinal, ele também é um chefe de estado. Entretanto, não creio que tenha interesse em ultrapassar o campo das declarações, apenas.

De qualquer maneira, isso tudo nos leva a refletir que tipo de país nós queremos para o futuro, que tipo de governantes nós elegemos e que tipo de sociedade construiremos. Por enquanto, eleição após eleição, temos colocado no poder apenas quem mantém determinados status quo. É tempo de pensar melhor, de se engajar nas lutas sociais e de transformar os interesses individuais em favor do coletivo. Será que é pedir muito?

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: Pixabay

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