Os Segredos de Dumblerode não revela muitos segredos, mas é divertido

Por Marcelo Minka

Friozinho agradável chegando, mas faz o nariz escorrer e, depois de tudo que experienciamos, faz a gente pensar a todo momento que está com COVID. Também tivemos uma semana movimentada para o exército brasileiro que ganhou toneladas de Viagra e próteses penianas e está mais alerta do que nunca, só não sabemos alerta com o que, talvez com o comunismo que está tomando conta do mundo (contém ironia). Haja pênis em riste.

E após a fraca safra de filmes pré e pós Oscar, começam a surgir nos cinemas alguns filmes aguardados pelos fãs das telonas. Estreou nesta quinta-feira (14) o terceiro filme da franquia Harry Potter, aquele das figurinhas do Super Muffato. Sim, figurinhas colecionáveis, em plena era wi-fi 5G, achei divertido. Voltemos ao assunto, hoje está difícil manter o foco, creio que pelo jejum prolongado (não religioso, puramente terapêutico).

Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore estava previsto para estrear em 2020, mas por diversos problemas nos bastidores, incluindo pandemia, só chegou aos cinemas agora. Tentando evitar spoilers, temos no filme mais do mesmo, como era de se esperar pelos fãs, afinal, não se mexe em time que está ganhando. A mudança central na trama, e onde gira toda a história, é que o personagem de Jude Law (Sherlock Holmes – 2009) se transforma na figura central da película, enquanto Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa – 2015) vira coadjuvante. Na trama nada complexa, os heróis selecionados por Dumbledore devem enfrentar perigos incríveis para deter Grindewald… a trama é só isso mesmo.

A boa direção desse Animais Fantásticos ficou por conta de David Yates, também responsável pelos outros dois filmes anteriores da saga, além do Harry Potter e a Ordem da Fênix, de 2007. Yates volta a proporcionar ao público cenas lindíssimas, com locações criadas em CGI (computer graphic imagery – imagens geradas por computador) de cair o queixo e, é claro, muitos animais fantásticos. Outro ponto positivo que os fãs do bruxo adoram são os easter eggs, dezenas deles, além das interpretações impecáveis dos atores.

O que deixa um pouco a desejar, e creio que não foi problema técnico do cinema na projeção das imagens na tela, foi a fotografia até a metade do filme, com muitas cenas noturnas sem brilho, dificultando a visualização inclusive dos personagens centrais. Além disso, o que incomodou muito também foram alguns furos imperdoáveis no roteiro quando o filme é comparado com os outros dois anteriores. Furos não, crateras imensas na linha temporal de toda a saga. Sem contar que alguns personagens importantes foram deixados de lado. Parece que os produtores acharam a trama do filme anterior muito complicada, deixando esse Animais o mais simples possível, quase infantilizado.

Enfim, Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore nem revela muitos segredos, mas é uma aventura interessante e mágica, com boas cenas de ação e bom design de produção. Aproveite o friozinho e continue se cuidando.

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

Foto: Divulgação

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