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Saúde emocional: felicidade é um processo de autoconhecimento 

Por Angela Maria de Arruda Pelizer*

O mito da felicidade constante se origina no século IV a.C. com um grupo de filósofos, liderados por Aristipo de Cirene, que acreditava na felicidade hedônica. A ideia de que felicidade seria o contrário de sofrimento, frustrações e sacrifícios. Eles acreditavam que ser feliz era pensar especialmente e exclusivamente no presente, numa constante alegria.

Hoje em dia, vivemos o hedonismo em várias situações, exemplo disso são comportamentos de compras frequentes e de fuga no enfrentamento de problemas. A felicidade hedônica está muito próxima da euforia, no sentido de que podemos ser felizes o tempo todo. No entanto, a nossa vida não é feita de felicidade constante, vivemos altos e baixos, o que é extremamente importante para a nossa saúde emocional. 

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Felicidade hedônica

A felicidade constante vem da teoria filosófica do hedonismo, da felicidade hedônica. Temos que levar em consideração também um outro grupo de filósofos da mesma época, liderado por Aristóteles, que fala de uma felicidade eudaimônica, baseada nas virtudes e que leva a vida toda.

A felicidade constante vem da teoria filosófica do hedonismo, da felicidade hedônica. Mas a vida tem altos e baixos

Essa proposta de felicidade leva em consideração nossos momentos altos e baixos, fragilidades, emoções negativas, vulnerabilidade e limitações. É importante desenvolver uma atitude saudável e equilibrada diante disso. É possível? Sim. Como? Primeiro ponto: entender que nem toda a alegria do mundo e nem toda a tristeza são eternas. Tudo é passageiro.  

Entender esse sobe e desce emocional já é importante, perceber que isso é natural e que eu preciso tomar para mim os ensinamentos de cada momento da minha vida, é fundamental. Então, nos momentos de fragilidade, nós encontramos força. Sabendo entender-nos naqueles momentos difíceis, nós teremos armazenado uma dose importante de ressignificação pessoal para atingir o equilíbrio emocional e enfrentar momentos de altos e baixos. 

(*) Angela Maria de Arruda Pelizer é especialista e pesquisadora pós-graduada em Psicologia Positiva, bem-estar e autorrealização e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Câmpus Londrina. 

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