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Um Outubro Rosa é pouco para combater o câncer de mama

Por Suzi Bonfim

Você está convidado a ter atitudes estratégicas vinculadas à luta contra o câncer de mama, neste mês de outubro: use a cor rosa, faça o autoexame, vá ao médico regularmente e faça a mamografia. Mais do que isso, lembre quem está perto de você sobre como estas medidas simples podem salvar  a vida em caso de detecção do nódulo.

Na verdade, só um Outubro Rosa é muito pouco para alertar com a intensidade necessária sobre o câncer de mama. É preciso viralizar nas redes sociais, no boca a boca, que o diagnóstico precoce da neoplasia pode viabilizar mais de 90% de chances de cura.

Muita gente não sabe. Cerca de 38% dos diagnósticos da rede pública foram feitos em estágios avançados, segundo um estudo do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), de fevereiro de 2023. Quantas mulheres morreram por não ter nenhum conhecimento sobre o que é preciso fazer para descobrir o nódulo no início? 

Os médicos indicam que o autoexame da mama deve ser realizado 7 dias após a menstruação e as mulheres que não estão mais em idade fértil, devem escolher um dia no mês para se olhar no espelho ou durante o banho e se tocar. 

Diante de qualquer alteração, procurar ajuda profissional e realizar exames específicos como a mamografia e a ultrassonografia das mamas. Alguns nódulos nas mamas, chamados funcionais, não representam risco, porém você tem que checar.

Índices crescentes de mulheres com câncer de mama assustam

Os dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam para este ano mais de  73.600 casos novos da neoplasia em mulheres, em todo o país e, deste total, o Paraná deve ter 3.650 casos. Um absurdo, não? 

As campanhas nunca são suficientes para esclarecer e orientar homens e mulheres sobre uma neoplasia que tem tratamento e tem cura. Alertar e informar é o básico já que o câncer de mama não dói, pode não haver nenhum sinal evidente e só estando muito atentas ao seu corpo, é que as pessoas podem perceber alguma alteração.

Também não há uma idade predeterminada para o câncer de mama. Conheço mulheres jovens, de 18, 20 anos, e mais velhas, a partir dos 30 até 80  anos que detectaram o nódulo maligno, fizeram o tratamento, foram curadas e vivem normalmente: tem quem foi mãe depois do câncer, tem a professora de dança do ventre, a atleta, a que viaja pelo mundo, e muitas outras. Todas continuam vivendo com mais intensidade. 

Não há o que temer, cuide de você e ajude a disseminar a informação, não só no Outubro Rosa, mas sempre. Isso vale pra mim, pra você, pra quem está do nosso lado. Estou sendo redundante, mas, desde que comecei a lidar com este tema e conhecer pessoas com câncer de mama, há quase 15 anos, entendi que independente da renda, idade ou sexo, qualquer pessoa pode ter a doença, basta ter mama.

Nesta jornada conheci grandes mulheres e aprendi muito sobre empatia, resiliência e fé. Em nome de Clara Fonseca e Adriana Titei, que se foram deixando saudades, em Cuiabá-MT, desejo a cura e qualidade de vida para quem recebe o diagnóstico.

Há um ano descobri um câncer na tireoide durante uma consulta de rotina à ginecologista. Depois do tratamento eficaz e rápido, estou curada. Ter acesso e recursos faz toda diferença e sei que sou privilegiada. Agradeço a Deus por isso. Mas, acredito e insisto que quanto mais se divulgar e mostrar o caminho, menos mulheres perderão a vida para o câncer de mama.

Suzi Bonfim

Jornalista, formada na UEL, por quase 30 anos morou em Cuiabá -MT. De volta a Londrina-PR, vive a fase R de reencontros e renovação, respirando novos ares. Escreve sobre o que acredita por um mundo melhor. Instagram @suzi.bonfim

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE

fotos: freepik

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