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No país ideal, a segurança supera a praia e a comida

Por Vander Cardoso

Dias atrás, vi uma reportagem num canal de TV português em que se mostrava uma pesquisa, pela qual a segurança do país era apontada como a principal razão para torná-lo atrativo. Nesse caso, nem o clima e nem a gastronomia, conhecidos e apreciados, superaram esse quesito.

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Assim sendo, como seria o mercado de seguros num país com risco muito baixo? É certo que a principal razão que nos leva a contratar um seguro é o medo da ocorrência conosco de determinados infortúnios. Por isso, nessa lógica, quanto maior o risco, maior a venda de apólices. Mas não é bem assim.

Mercados onde o risco é muito alto, ainda que despertem nos consumidores o desejo pelo seguro, impõem às seguradoras a necessidade de aplicarem taxas elevadas ou mesmo aversão aos negócios. Assim é porque os preços dos seguros são diretamente proporcionais ao risco, ou seja, quanto maior o risco, maior o preço. Desse modo, para quem compra, ainda que precise de uma apólice, preço muito alto pode ser uma barreira ao negócio.

Segurança: menores taxas

Da parte das seguradoras, riscos elevados obrigam-nas a aplicarem taxas altas, já que há necessidade de arrecadarem prêmios suficientes que cubram as indenizações. Contudo, a um determinado nível de risco, onde as taxas necessariamente devem ser muito altas, inviabilizam-se os contratos. A relação custo X benefício, na ótica do consumidor demonstrada pela razão entre o valor da apólice versus valor do bem, torna-se desairosa.

Quanto maior o risco, mais caro o seguro. Uma boa segurança reduz os custos para a seguradora e também para o segurado

A mesma relação não será agradável para o segurador já que a preços muito elevados a arrecadação de prêmios será pequena, prejudicando a administração dos riscos, dada a sua concentração, o que se explica pela lei dos grandes números, já aqui apresentada noutra oportunidade.

Portanto, percebe-se que risco muito alto afeta a todos; segurados e seguradoras.

Rapidamente, é preciso dizer que, para o mercado de seguros, a taxa de risco assemelha-se à taxa de inflação na economia. Apavora-nos e faz-nos mal quando muito alta mas, se inexistente, prejudica igualmente. No caso da inflação, se for igual a zero, pode provocar desestímulo às empresas pelo marasmo na economia. No caso do risco, se for próximo de zero, pode desestimular a compra dos seguros pelos consumidores, levando à crise das seguradoras pela maior dificuldade em vender apólices.

Finalizando, esclareço que tratamos aqui o risco de forma geral. Se categorizássemos o risco, dividindo-o entre o provocado pelo homem (roubo de cargas, por exemplo) e aquele oriundo da própria natureza (vendaval, por exemplo), é possível que, numa ou noutra parte, a análise fosse diferente. Isto dito, resta lembrar que, em maior ou menor grau, o risco está presente em nossas vidas. Todavia, muitos deles podem ser superados. Quer saber como? Procure um corretor de seguros.

Vander Cardoso

Quanto maior o risco, mais caro o seguro. Uma boa segurança reduz os custos para a seguradora e também para o segurado

Formado em Administração pela UEL e em Economia e Contabilidade pela Unopar. Pós graduado em Marketing, tem MBA em Estratégia Empresarial pela USP. Atua no ramo de seguros desde 1990, tendo sido gerente comercial em várias seguradoras, nacionais e  multinacionais. Atualmente é professor universitário e sócio-administrador da Max Line Corretora de Seguros. Fone (43) 3027-2707, cel (43) 999573708. Site: www.maxlineseguros.com.br Instagram @maxlineseguros

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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