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Se não há lógica, é questionável

Por Vander Cardoso

Vivemos segundo uma lógica de racionalidade, ou seja, de acordo com as ocorrências, nossas atitudes serão tais que qualquer pessoa as compreenderá ou mesmo conseguirá antevê-las. Isso é devido à coerência entre os fatos. Assim também acontece nos seguros. Aceitamos, por exemplo, preços diferentes para pessoas diferentes por razões que bem explicam o porquê. Isso é lógica.

Vejamos: uma casa construída numa região ribeirinha, às margens de um rio, ainda que tenha um valor semelhante a outra localizada num ponto mais alto da cidade, terá, provavelmente, preço de seguro maior para uma apólice de seguro contra enchentes. A lógica, neste caso, nos diz que o risco de um sinistro por alagamento é maior nessa casa ribeirinha do que naquela no ponto mais alto. Por isso, sem grandes explicações, as pessoas compreendem o nexo existente entre preço e risco e aceitam a diferença.

Coisa semelhante acontece nos seguros de automóveis. O mesmo veículo terá preços de seguro diferentes, de acordo com a pessoa que propõe o negócio ou mesmo a forma como será utilizado. Com relação à pessoa, jovens costumam pagar mais caro. A idade já se mostrou um fator influenciador na frequência dos sinistros e montante dos prejuízos. A faixa de idade compreendida entre os 18 e os 25 anos é, de acordo com a estatística, a mais crítica. Aqui ocorrem maior número de acidentes e se pagam indenizações maiores.

Sobre a forma como o carro será utilizado, o uso comercial agrava os prêmios. Um carro usado para o trabalho durante a semana, deduz-se, está mais exposto ao risco e, por isso, elevará o valor do seguro. Como se vê, casas com valores semelhantes ou carros iguais têm preços de seguro diferentes, a depender de fatores influenciadores do risco.

Desafios à lógica

Não obstante, ocorrem, por vezes, coisas que desafiam a lógica. Uma delas, já comentada aqui noutra oportunidade, é a aposentadoria para a mulher em idade menor à dos homens, quando estas têm expectativa de vida maior. Não há aqui crítica ao modelo, já que sabemos as razões que explicam esse fenômeno, como a dupla jornada, e os aceitamos muito bem.

Fato mais exdrúxulo acontece em determinado regime próprio em município paranaense, quando, às vésperas da aposentadoria, o segurado recebe aumento de um sexto dos seus proventos, que carregará vitaliciamente. Neste caso, não há explicações, apenas se ignora a lógica e os fundamentos matemáticos.

Pois, assim colocado, temos que a regra geral é a obediência à lógica. Entretanto, há vezes que somos surpreendidos por situações que afrontam esse princípio, o que, se temos mínima compreensão, nos faz questionar os porquês.

Questões à parte, os mercados de seguros e de trabalho continuam lógicos. Oferta e procura determinam preços. Qualidade de produtos e serviços justificam diferenças. Tarefas que ofereçam risco ou exijam habilidades específicas custam mais. Incoerências gritantes nos alertam. Não deixe de questionar, mas faça seguros. Procure bons profissionais. Converse com um corretor. Permaneço à disposição.

Até breve. 

Image by freepik

Vander Cardoso

A lógica do seguro é inquestionável. Mesmo que o carro seja igual a outro, o valor do seguro vai depender de quem o usa e como

Formado em Administração pela UEL e em Economia e Contabilidade pela Unopar. Pós graduado em Marketing, tem MBA em Estratégia Empresarial pela USP. Atua no ramo de seguros desde 1990, tendo sido gerente comercial em várias seguradoras, nacionais e  multinacionais. Atualmente é professor universitário e sócio-administrador da Max Line Corretora de Seguros. Fone (43) 3027-2707, cel (43) 999573708. Site: www.maxlineseguros.com.br. Instagram @maxlineseguros

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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