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Pela liberdade e contra as injustiças

Por Vander Cardoso

O Brasil é um país com índice de analfabetismo alto. Mesmo entre os que estudam, o nível é baixo. Nas escolas, sabemos que a regra é aprovar, mesmo que o aluno não conheça bem os conteúdos. Temos, portanto, uma educação fraca. Claro, isso é péssimo. Um dos efeitos de tudo isso é a manutenção do assistencialismo governamental e do paternalismo judicial.

Ao invés de investirmos em educação de qualidade, dando às pessoas condições de compreenderem as coisas e decidirem bem nas questões do dia a dia, optamos por negligenciar a formação e compensá-las com esmolas. Há vários exemplos disso. Um deles, os professores da educação básica que não ganham como deveriam e recebem, como compensação, condições especiais de aposentadoria. O desequilíbrio acontece nos fundos previdenciários, que precisam achar formas de suportar pagamentos de benefícios que superam o valor das contribuições. Ignoram os princípios atuariais.

Outro exemplo está nas decisões judiciais contrárias às seguradoras, em ações movidas por segurados descontentes. Aqui, muitas vezes a pessoa contrata uma apólice com determinadas condições que culminam na negativa de indenização. Descontentes, ajuízam ações que, ao final, lhes favorecem. É o caso de seguros empresariais onde a garantia de danos elétricos pode ter cobertura em uma seguradora e não ter em outra, dependendo do texto da cláusula. A mesma situação ocorre em outras coberturas, quando critérios diferentes podem levar à aplicação de rateio.

Também nos seguros de vida situações semelhantes acontecem. O seguro é contrato de boa-fé, de modo que se espera que o segurado preencha a proposta da maneira mais verdadeira possível. Ocorre que, muitas vezes, pelo fato de as seguradoras não exigirem exames prévios, alguns juízes entendem que elas teriam assumido o risco ao dispensarem a avaliação clínica dos segurados. Por isso, eles acabam dando ganho de causa para pessoas que faltaram com a verdade na proposta, omitindo uma circunstância que interferiria na aceitação do risco ou na taxação do prêmio.

A consequência disso é que sinistros não indenizáveis acabam sendo impostos às seguradoras, provocando desequilíbrios atuariais. A saída para as seguradoras é embutir uma margem de segurança nas suas taxas comerciais, o que significa dizer preços maiores do que poderiam ser. Assim fazendo, resta claro, os bons pagam pelos maus.

Infelizmente, temos percebido que essa cultura persiste. A ética, as condições gerais do bom convívio e mesmo as leis têm sido adaptadas às circunstâncias. As regras mutantes tornam o ambiente instável. Os negócios e mesmo as relações entre as pessoas são severamente afetadas com prejuízo a todos, ou quase todos. Não podemos desistir. Há que resistir.

Precisamos enfrentar tudo isso com ações simples no dia a dia. O mercado de seguros colabora oferecendo produtos interessantes. Seguro educacional que garante boa formação aos nossos filhos ou previdência complementar para subsidiar seus projetos, são exemplos disso. Diga não ao atraso. Diga sim às boas práticas. Participe da mudança. Contrate seguros. Converse com um corretor.

Vander Cardoso

Quando o segurado preenche o contrato de seguro omitindo detalhes e, depois buscam o pagamento na justiça, está cometendo uma injustiça contra outros segurados. Ética e liberdade, contra as injustiças

Formado em Administração pela UEL e em Economia e Contabilidade pela Unopar. Pós graduado em Marketing, tem MBA em Estratégia Empresarial pela USP. Atua no ramo de seguros desde 1990, tendo sido gerente comercial em várias seguradoras, nacionais e  multinacionais. Atualmente é professor universitário e sócio-administrador da Max Line Corretora de Seguros. Fone (43) 3027-2707, cel (43) 999573708. Site: www.maxlineseguros.com.br. Instagram @maxlineseguros

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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