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Criatividade a serviço dos seguros

Por Vander Cardoso

Os riscos são inúmeros. É possível segurar a todos? Não. As seguradoras são bastante cautelosas ao montarem seus portfólios. É preciso entender que, para elas, é necessário que o negócio seja lucrativo, ou seja, ao oferecerem suas apólices, a arrecadação de prêmios deve superar seus gastos, principalmente indenizações. Assim sendo, apesar dos riscos que a vida apresenta serem muitos e, por conseguinte, a possibilidade de negócios também ser elevada, é preciso um estudo cuidadoso para não cair em cilada. Mas a criatividade pode ser uma aliada.

Como sabemos, os seguros mais comuns são aqueles para carros, casas, empresas e vida. Entretanto, há outros menos conhecidos e também interessantes. O seguro de responsabilidade civil profissional, por exemplo, garante a indenização ao profissional que o contrata de prejuízos que eventualmente tenha por danos causados a terceiros no exercício da sua profissão. Sobre ele já falamos aqui com mais cuidado, noutra ocasião. Em outros países, onde a cultura do seguro está sedimentada, é comum encontrarmos ramos ainda não existentes no Brasil.

Quando criança, lembro do meu pai contratando seguro para seus cães e outros riscos inerentes à prática da caça, como responsabilidade civil. Sendo uma atividade comum naquele país, esse seguro também se tornou popular por lá. Noutros países, também há oferta para seguros invulgares. Um deles é o seguro para casamento. Nesse negócio, caso a cerimônia matrimonial não se realize em função de doença ou por alguma catástrofe natural, cabe indenização. Tal como aqui em outros ramos de seguros, também este lá fora oferece serviços adicionais na apólice, como suporte psicológico aos noivos, vítimas no contrato.

Criatividade ou marketing?

Um outro seguro ainda mais exótico e disponível há alguns anos era o que indenizava a abdução por alienígenas. Quando há algum tempo muito se falava dos extraterrestres e suas supostas visitas à Terra, havia quem se preocupava com a possibilidade de ser levado para algum lugar distante, deixando desprovida sua família. Parece-me óbvio que este tipo de seguro surge mais como uma ação de marketing do que propriamente uma proposta de negócio sólida. Em todo caso, o que percebemos é que há inúmeras possibilidades de encaixe de uma apólice de seguro.

Conhecendo essas modalidades de seguro, temos que a criatividade também pode ser empregada nesse mercado. Se você tem ou já teve alguma ideia de seguro ainda inexistente, apresente a uma seguradora. Quem sabe surja daí um novo negócio? Enquanto isso, continue segurando seu patrimônio. Converse com um corretor de seguros.

Vander Cardoso

Em países onde a cultura do seguro está disseminada, é comum encontrarmos ramos de seguros ainda não existentes no Brasil. Mas aqui a criatividade pode ser uma aliada.

Formado em Administração pela UEL e em Economia e Contabilidade pela Unopar. Pós graduado em Marketing, tem MBA em Estratégia Empresarial pela USP. Atua no ramo de seguros desde 1990, tendo sido gerente comercial em várias seguradoras, nacionais e  multinacionais. Atualmente é professor universitário e sócio-administrador da Max Line Corretora de Seguros. Fone (43) 3027-2707, cel (43) 999573708. Site: www.maxlineseguros.com.br. Instagram @maxlineseguros

Foto: Gerada por Inteligência Artificial

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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