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Tirol é uma região que já pertenceu ao Império Austríaco e que hoje tem uma parte que pertence à Itália

Tirol: o que isso tem relação com vinho? Não é leite?

Por Edmilson Palermo Soares

O Tirol é uma região alpina hoje dividida entre Áustria e Itália. Do século XV até 1813, a região tirolesa pertenceu ao Império Austríaco com o nome Estado do Tirol. A partir de 1813, fez parte do Império Austro-húngaro até 1918.

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A parte que ficou com a Itália atualmente forma as regiões de Trentino-Alto Adige e Vale D´Aosta.

A região do Trentino-Alto Adige é formada por duas províncias autônomas: Trento e Bolzano. Tem mais de um milhão de habitantes e uma área de 13.607 km². A capital é Trento.

Os imigrantes trentinos, ao declarar sua procedência as autoridades brasileiras, se declaravam tiroleses ou austríacos.

É por nós conhecido uma marca de leite, TIROL, que fica na cidade de Nova Trento em Santa Catarina. Advinha por que Nova Trento?….rsssss

Tirol: Dolomitas e as duas regiões vitivinícolas

Os Alpes nessa área são chamados de Dolomitas. Apesar de constar como uma só região vitivinícola, Trentino-Alto Adige pode ser desmembrado em dois segmentos, já que Trentino fica um pouco ao sul e Alto Adige, mais ao Norte, fazendo fronteira com a Áustria e com a Suíça.

No Alto Adige, o italiano é falado, mas a língua mais forte é o alemão, enquanto em Trentino domina o italiano na língua e nos vinhos. Por outro lado, embora a região vitivinícola como um todo seja considerada a mais setentrional da Itália, os menos de 100 km que podem separar um vinhedo de Trentino de um vinhedo do Alto-Adige, mais ao Norte, podem dar origem a microclimas diferenciados, em função da altitude e da proximidade de fontes moderadoras do clima, como rios e lagos.

A região do Alto Adige é uma pequena região no sopé dos Alpes, com reduzida superfície de vinhas, plantadas em terraços ao longo das encostas nos vales do Rio Adige. Tem uma grande amplitude térmica, o que favorece um amadurecimento balanceado das uvas. Os vinhos são predominantemente de clima frio, devido à altitude, onde predominam os brancos. As Dolomitas criam uma barreira, que favorece uma boa estiagem no período da maturação, somando-se ao efeito moderador do Lago di Garda, ao sul. Vinhos com bom corpo, volume e forte expressão aromática, valorizados pela decisiva acidez e mineralidade salivantes.

Em Trentino, a Denominação de Origem Controlada (DOC) mais importante é o Trentino DOC, juntamente com o Trento DOC dedicado ao método clássico de espumante. No Piana Rotaliana, ao norte de Trento, encontramos o Teroldego Rotaliano DOC e o Valdadige DOC, acompanhados mais adiante em direção à província de Verona pela Valdadige Terra dei Forti DOC.

O  Alto Adige DOC é o único da província e, à semelhança do que acontece no Vale D’Aosta, é dividido em subzonas caracterizadas no nível climático e do solo, que são:

  • Colli di Bolzano / Bozner Leiten;
  • Meranese di Collina ou Meranese / Meraner Hügel ou Meraner;
  • Santa Maddalena / St. Magdalener;
  • Terlano / Terlaner;
  • Val Venosta / Vinschgau;
  • Valle Isarco / Eisacktaler

Edmilson Palermo Soares

Enófilo, sócio proprietário da Confraria da Taverna, loja de vinhos e espumantes que traz novas experiências no mundo do vinho, estudioso e entusiasta, com conhecimento prático provando vinhos de mais de 20 países e diversas uvas desconhecidas do público em geral. Me siga nas redes sociais: no Instagram @contaverna, Facebook Confraria da Taverna e Linkedin

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Foto: Reprodução da interner

(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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