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Os vinhos finos e as denominações de origem

Por Edmilson Palermo Soares

Como comentei na coluna da semana passada, existe para as uvas finas algumas regras de produção de vinhos, que tem regulamentos próprios em cada país.

Nos países do Velho Mundo, as regiões vinícolas têm características distintas e, normalmente no rótulo dos vinhos, está identificado a Região do Vinho com destaque maior, não sendo comum a informação da uva com a qual o vinho foi produzido.

Em cada país, estas classificações variam conforme as regras próprias da legislação, onde o governo é quem acompanha e fiscaliza o cumprimento delas.

Normalmente, as regras se baseiam nas seguintes características:

  • área de produção em uma região demarcada;
  • cor do vinho;
  • variedades de uvas autorizadas na região e proporções máximas/mínimas;
  • estilos de vinho;
  • níveis máximos/mínimos de álcool;
  • como são cultivados, época da vindima (colheita) – viticultura;
  • como são realizados os processos de vinificação;
  • técnicas e tempos de amadurecimento e de envelhecimento.

No Velho Mundo, a característica principal é demonstrar as qualidades, aromas e paladares ligadas a região e terroir no sentido mais amplo, além é claro da tradição de cada região. Isso funciona no vinho e na comida.

No Novo Mundo, a característica principal é o desenvolvimento aprimorado de uvas, explorando o potencial de cada região na produção de produtos melhores. Passa, então, nos rótulos a identificar com destaque qual é a uva com a qual o vinho foi produzido.

Nos próximos artigos vamos falar mais um pouco sobre cada região vinícola do mundo que são mais importantes e sobre os vinhos nacionais.

Até breve.

Edmilson Palermo Soares

Enófilo, sócio proprietário da Confraria da Taverna, loja de vinhos e espumantes que traz novas experiências no mundo do vinho, estudioso e entusiasta, com conhecimento prático provando vinhos de mais de 20 países e diversas uvas desconhecidas do público em geral. Me siga nas redes sociais: no Instagram @contaverna, Facebook Confraria da Taverna e Linkedin

Foto: Pexels

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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