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Mulheres negras no topo, sim!

A sociedade precisa reconhecer que chegou o momento de termos mulheres negras em lugares de evidência social.

À medida que tomo conhecimento de toda estrutura social brasileira e como ela atua contra as mulheres negras, mais meu sentimento de indignação cresce, por perceber que os lastros da escravidão se encontram velados em nosso cotidiano e que dói reconhecê-los para combatê-los. A sensação é de impotência, por vezes, pois parece que avançamos dois passos para voltarmos três. Principalmente, por perceber que os sujeitos, em uma parcela significativa, não querem entender e lutar contra o racismo, sem antes classificá-lo como “mimimi”.

Angela Davis tem uma frase que eu costumo fazer uma reflexão de tempos em tempos.
“Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”.

Penso que a partir do momento em que as estruturas cristalizadas socialmente começam a ser modificadas, isso é reflexo de que algo precisa ser repensado. A mulher negra sempre, historicamente, esteve na base da pirâmide social, a ela papéis de trabalho servil foram creditados.

E onde quero chegar com tais apontamentos? Quero mostrar que nossa potência merece chegar ao topo e ser vista por todos. É cansativo e doloroso sair do apagamento e silenciamento a que nos foi imputado e buscar a trajetória ao topo. Ao sucesso. Na metáfora da subida ao cume, os percalços aparecem para todos. A diferença é que para pessoas brancas, a subida demonstra-se menos danosa. Enquanto que para nós, mulheres negras, é preciso o esquivo de adversidades inúmeras. Mas a gente chega! Para isso, a rede de apoio entre nós, mulheres negras, é necessária. Somos potência, resistência, partidas e chegadas.

Que as chegadas sejam constantes.

Até a próxima! Axé!

Quem é Viviane Alexandrino

Sou a Viviane, tenho 36 anos e atuo como professora de Língua Portuguesa em colégios da cidade de Londrina. Além da formação em Letras Português, pela UEL, e mestranda em Estudos Literários pela referida instituição, sou formada também em Jornalismo, profissão essa que exerci durante 10 anos antes de me apaixonar pela educação.

Foto: Christina Morillo no Pexels

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