Meu marido gosta de se esfregar em mim, mas não chega a me penetrar. O que faço?

Por Telma Elorza

“Gostaria de saber por que meu marido prefere que eu esfregue o pênis dele na minha vagina até gozar do que transar comigo. Gostaria de entender isso. Me sinto mal com isso”.

O pedido de ajuda chegou via comentários de uma coluna Tia Telma Responde. A leitora me parece bem desanimada com sua vida sexual e demonstra sofrimento com isso. Como já disse várias vezes aqui, em outras colunas, não há nada de errado em ter fetiches, desde que seja consensual. Não me parece que isto acontece neste caso.

Existe um tipo de prática de relação sexual em que não há penetração, chamado de sexo intercrural ou sexo femural. É justamente esse o caso, onde homem fricciona o pênis na vulva em vez de penetrar. Mas, geralmente, é feito de comum acordo e ambos aproveitam o momento. Aliás, essa é uma das melhores formas de masturbar uma mulher: o contato direto do pênis com o clitóris pode ser extremamente prazeroso para ambos. É uma prática conhecida e uma variação mais completa tem até um nome, técnica africana Kunyaza. Com ela, qualquer homem é capaz de enlouquecer uma mulher em poucos minutos. Aliás, ela foi criada para dar um enorme prazer à mulher.

No caso da leitora, no entanto, me parece que o marido não está preocupado com seu prazer. Imagino que friccione seu pênis, goze e vire de lado para dormir. Um egoísta sem tamanho e que não está nem cumprindo com suas obrigações maritais (credo, coisas mais antigas, tanto a frase obrigações maritais quanto o egoísmo do cara).

Sugiro que a leitora converse francamente com ele e mostre que isto não a está satisfazendo. Nada substitui a boa conversa, sem agressividade, para tentar entender o que está acontecendo entre os dois. Porque um fetiche, de comum acordo, é bom. Mas a falta de interesse em manter relações sexuais completas pode significar que não existe mais tesão por parte dele, que perdeu o interesse físico pela esposa. Nesse caso, só a conversa para resolver se insistem na relação ou se o melhor é se separar. Talvez seja o caso também de sugerir que o marido procure ajuda de um psicólogo para saber como lidar com seu fetiche e, ao mesmo tempo, satisfazer sua esposa.

Uma coisa que a leitora não pode fazer, de jeito nenhum, é deixar a situação como está e se conformar com a falta de sexo. Quando as coisas vão mal na cama, vão mal também em outras partes do casamento. Ficar frustrada sexualmente só complicará a relação para um desgaste que pode ser irremediável.

Tem dúvidas sobre sexo? Escreva para o email telma@olondrinense.com.br

Quem é Telma Elorza, a Tia Telma?

Jornalista, divorciada, xereta por natureza e que sempre se interessou muito por sexo. Com a vida, aprendeu várias coisas, mas a principal é que sexo é uma coisa natural e deve ser sempre prazeroso.


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