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Numa eleição: quem tem pesquisa tem norte

Por Marcelo Fabrão

Eu sempre enxerguei as pesquisas como uma bússola para o candidato ou empresa, não é à toa que o slogan do meu instituto é “quem tem pesquisa tem norte”. Mas ela pode muito mais do que apenas dar a direção certa para uma tomada de decisão, e é sobre isso que quero falar neste artigo.

Pesquisa de opinião existe há mais de 100 anos

O livro “Survey Research in the United States (1987)”, de Jean Converse, mostra que a origem da pesquisa de opinião, que posteriormente deu início as pesquisas eleitorais,se encontra no final do século XIX, na Inglaterra, em levantamentos que buscavam mapear as condições sociais e de vida dos britânicos. No início do século XX, elas já estavam sendo utilizadas em outros países, como os Estados Unidos, mas ainda de forma acadêmica.

Em 1930, além do seu uso acadêmico, elas foram utilizadas para coletar informações sobre os problemas nacionais e o ânimo dos cidadãos durante a II Guerra. Mas foi a partir dos anos 1960 que as pesquisas de opinião passaram a ser cada vez mais utilizadas, seja para pesquisas acadêmicas, de mercado, na política e em campanhas eleitorais.

Falar em pesquisa é falar de Paul F. Lazarsfeld e George Gallup, expoentes das modernas pesquisas de opinião. Caso queira aprofundar no tema, sugiro pesquisar esses dois nomes.

Os vários tipos de pesquisas e seus métodos

Existem vários tipos de métodos de pesquisa, cada uma tem suas vantagens e desvantagens. Algumas das abordagens mais comuns incluem pesquisas experimentais, estudos de caso, pesquisas de opinião, pesquisas documentais e etnografias. Cada método de pesquisa é adequado para investigar questões específicas, dependendo dos objetivos e da natureza da pesquisa.

Pesquisas qualitativas, por exemplo, argumenta os resultados do estudo por meio de análises e percepções, precisando descrever o problema que, normalmente, tem interpretações mais subjetivas, tais como: sensações, sentimentos, percepções e desejos.

Já a pesquisa quantitativa é norteada pelo positivismo, considerando que a realidade só pode ser compreendida por meio na análise de dados brutos. Assim, recorre à matemática para descrever algum fenômeno e analisar informações (Silveira e Gerhardt).

Podemos afirmar, portanto, que ela traduz em números todas as informações coletadas, analisando-as estatisticamente.

Outros exemplos de pesquisas:

  • Quali-quanti
  • Descritiva
  • Exploratória
  • Bibliográfica

Mas aqui, vamos focar na pesquisa eleitoral.

O que é uma pesquisa eleitoral?

Segundo a IBPAD – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados – pesquisa eleitoral é essencialmente pesquisa de opinião pública, que é levantamento sistemático de informações realizado através de perguntas de um questionário que busca coletar a opinião, o comportamento, os valores, as atitudes e os hábitos das pessoas a partir de uma amostra de uma “população”.

Ela pode ser composta tanto por pessoas de um determinado lugar – um país, um estado ou uma cidade, quanto de um grupo específico como: empresários, políticos ou consumidores de um produto. Como o próprio nome diz, pesquisa eleitoral tem um foco específico, que são as eleições, ou melhor, as opiniões e preferências dos eleitores sobre tudo o que envolve a disputa:

  • A percepção dos problemas que as pessoas enfrentam;
  • A avaliação das políticas públicas;
  • A imagem dos candidatos;
  • Os valores, a ideologia e a afinidade com os partidos político;
  • E, claro, acima de tudo, as intenções de voto para os cargos em disputa.

Para que servem as pesquisas eleitorais?

A pesquisa eleitoral serve para várias coisas, a depender de quem as contrata. Empresas de comunicação as utilizam para gerar notícias, grupos de investimento utilizam para prospectar os efeitos das mudanças do humor dos eleitores sobre o mercado e, com isso, maximizarem ganhos e diminuírem os riscos. Governos as utilizam para coletar dados sobre a avaliação que os cidadãos fazem das políticas públicas.

Já os partidos e candidatos as utilizam para levantar informações sobre as preferências dos eleitores e, assim, poderem tomar as melhores decisões possíveis em relação às suas estratégias de campanha. (IBPD)

E é justamente esse o ponto mais importante para uma campanha, ter dados para tomar decisões.

Na prática, decisões erradas têm custos, principalmente financeiros. Em campanhas, por exemplo, podem levar a estratégias fracassadas e a derrotas. Por isso elas são tão importantes.

Agora que sabemos da importância das pesquisas numa eleição, não faça campanha sem fazer pesquisas.

Lembre-se: QUEM TEM PESQUISA, TEM NORTE.

Sobre mim

Pesquisa é essencial numa campanha eleitoral porque dá subsídios para estratégias vitoriosas

Meu nome é Marcelo Fabrão. Sou marqueteiro político há 16 anos. Casado, pai de dois meninos lindos, Filipe Lucas e David Luiz. Amo filmes, séries, rock, fotografias, bateria e Muay Thai. Em 2020, no meio daquela pandemia infernal, percebi a importância do branding na estratégia de comunicação eleitoral e me tornei um estrategista de marcas com o propósito de ajudar políticos a se transformarem em marcas sinceras e atuais. Além de consultor de Marketing Político e Branding, sou diretor de um Instituto de pesquisa e da agência Fabbron. Me siga no Instagram @marcelorfabrao e no Linkedin 

Imagem: Agência Fabbron

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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