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Convergência On-line e Off-line: O poder sinérgico das campanhas eleitorais

Por Marcelo Fabrão

No jogo político contemporâneo, as estratégias se desdobram em duas esferas cruciais: o mundo tangível e o digital. As campanhas eleitorais que se destacam conseguem convergir em uma simbiose perfeita o on-line e o off-line. Ambos os domínios oferecem vias exclusivas para alcançar seus interesses, mas sem perder a essência, o propósito e a coerência da marca, agregando valores singulares a cada abordagem.

Não menospreze o mundo off-line

A campanha no off-line está ancorada na tradição eleitoral e ainda bem por isso. Você imagina uma campanha sem panfletagens, debates televisivos, carreatas com o candidato, bandeiras, perfurades, visitas do candidato nos bairros, escolas ou praças, aperto de mãos, olhares emocionados, semblante cansado, camisa amarrotada, dobrada até o cotovelo e discursos muitas vezes inflamados?

Nem eu!

Tudo isso é palpável e cria um vínculo emocional inigualável com o eleitor.

O off-line tem muitos benefícios, um deles eu já disse aqui: o vínculo emocional, mas não é só isso. Campanhas no “mundo físico” fala diretamente com quem não fica on-line o tempo todo ou até quem ainda não está conectado. Acredite se quiser, mas 29 milhões de brasileiros ainda não tiveram acesso à internet, segundo o “Poder 360”. Os dados são da pesquisa TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação nos Domicílios Brasileiros).

O off-line ajuda a aumentar a fidelidade do eleitor com a marca política, criando experiências memoráveis, gerando interações político/eleitor e transmitindo quase que instantaneamente os valores da marca. Ela também pode ser menos invasiva, diferente do on-line, que acaba fazendo as pessoas se sentirem sobrecarregadas com a quantidade de publicidade que recebe nas redes sociais, o que pode levar ao cansaço de tantos anúncios. Ou seja, o “off” pode ser mais bem recebido pelo eleitor.

Por outro lado, vivemos na era da conectividade ininterrupta, onde cada clique desencadeia uma onda de alcance e interatividade. No universo da política, essa realidade digital se tornou a pedra angular das estratégias eleitorais contemporâneas. É quase impossível imaginar uma campanha eleitoral vitoriosa sem o respaldo do digital.

O impacto do on-line

O digital, em especial a internet, se tornou tão essencial em campanhas eleitorais quanto no nosso dia a dia. Fato é que não é possível planejar uma campanha sem estabelecer uma presença nas redes.

“As novas mídias digitais mudaram as regras do jogo no ambiente político; sobretudo no que diz respeito à implementação de estratégias eleitorais: mudou o uso que fazemos das formas tradicionais de comunicação, assim como a busca pelo voto e a mobilização do eleitorado. Apesar do uso generalizado que os políticos fazem das mídias sociais, seu uso ainda pode ser bastante aprimorado”.

Marta Rebolledo

O digital possibilitou novas formas de interação e introduziu novas dinâmicas nas práticas sociais fazendo com que nós, marqueteiros políticos, ao observar e analisar essas mudanças, ampliasse, em quase toda a esfera, nosso arsenal para a “guerra”. Essas inovações oferecem novas possibilidades de diálogo entre o candidato e a população por meio de canais diretos da rede, sem a necessidade, por exemplo, do uso dos cabos eleitorais.

Veja alguns exemplos do “mundo on” que ajudam no desenvolvimento de uma boa campanha eleitoral:

  • Espaço para contar histórias, principalmente a sua.
  • Criar, fortalecer e posicionar a sua marca política.
  • Fortalecer sua mensagem, seu discurso, com imagens e vídeos.
  • Segmentar públicos criando uma comunicação mais eficiente e objetiva
  • Estar mais acessível ao público
  • Ferramentas para pesquisas e análises de dados, entre outros tipos de ferramentas.
  • Organização e mobilização de grupos de forma mais fácil e rápido.

Na minha opinião, e você pode discordar completamente, a comunicação precisa ser 360°, ou seja, on-line e off-line. O consultor de marketing político precisa estar atento a esses “dois universos paralelos” e extrair o máximo possível do candidato nesses dois ambientes.

Particularmente, vejo como um erro crasso considerar a parte digital de uma campanha como um elemento à parte. O digital faz parte da estratégia geral. São os dois lados do mesmo disco de vinil (quem tem mais de 40 anos vai saber o que quero dizer). Para isso, é necessário que haja uma convivência e coordenação entre ambas as esferas. Na prática, infelizmente, ainda há políticos que planejam suas campanhas como se fossem duas realidades diferentes, e o pior, tem “marqueteiros” que pensam da mesma forma.

Sobre mim

Uma campanha eleitoral bem sucedida deve levar em conta igualmente os mundos real e digital. On-line e off-line devem andar juntos, em perfeita simbiose

Meu nome é Marcelo Fabrão. Sou marqueteiro político há 16 anos. Casado, pai de dois meninos lindos, Filipe Lucas e David Luiz. Amo filmes, séries, rock, fotografias, bateria e Muay Thai. Em 2020, no meio daquela pandemia infernal, percebi a importância do branding na estratégia de comunicação eleitoral e me tornei um estrategista de marcas com o propósito de ajudar políticos a se transformarem em marcas sinceras e atuais. Além de consultor de Marketing Político e Branding, sou diretor de um Instituto de pesquisa e da agência Fabbron. Me siga no Instagram @marcelorfabrao e no Linkedin 

Imagem: Agência Fabbron

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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