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Alunos carentes da rede municipal de ensino recebem celulares doados pela Receita

Prefeitura de Londrina e Receita Federal se uniram para dar celulares e tablets para as crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade

O LONDRINENE com Assessoria

Na manhã desta segunda-feira (14), 25 crianças da Escola Municipal Anitta Garibaldi receberam um aparelho celular que vai ajudar na hora do estudo. Elas foram as primeiras a terem em mãos um dos 595 eletrônicos doados pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil à Prefeitura de Londrina.

Foram 582 aparelhos celulares entregues para 23 escolas municipais de Londrina e dez tablets foram doados para as instituições de acolhimento da Assistência Social. Os equipamentos ajudarão os estudantes a assistirem as aulas remotas e na realização de pesquisas e estudos extraclasses, que serão repassados pelos professores.

Foto: Vivian Honorato

“As crianças que não tinham acesso aos dispositivos técnicos, ou seja, celulares ou tablet para assistir as aulas de forma adequada. Com o apoio da Justiça e da Receita Federal estamos recebendo uma grande doação. Se pensarmos no tamanho das famílias, que têm de três a cinco filhos, essa doação vai atender mais de 1.500 crianças. Não sabemos até quando vai a pandemia e vamos precisar ficar com as restrições, então temos que buscar uma maneira de dar acesso à educação”, disse o prefeito Marcelo Belinati.

Os aparelhos eletrônicos foram doados pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil e advém das operações de apreensão de mercadorias ilícitas, provenientes de descaminho. Somados, eles chegam ao valor de R$ 481.676,76. Para dar a destinação correta a esses materiais, a Vara da Infância e Juventude e a Secretaria Municipal de Educação fizeram o Projeto Conectando Vidas.

Foto: Vivian Honorato

“Foi um projeto da Vara da Infância e Juventude idealizado por meio de experiências obtidas em outras Comarcas. Entramos em contato com a Secretaria de Educação para firmarmos uma parceria objetivando a doação de celulares pela Receita Federal, Justiças Federal e Estadual e da comunidade em geral, para que as crianças e adolescentes de Londrina pudessem ter acesso aos meios digitais, nesse período de ensino remoto, o que é muito interessante”, esclareceu a juíza da Vara da Infância e Juventude, Camila Tereza Gutzlaff Cardoso.

Foto: Vivian Honorato

Para o delegado da Receita Federal, Reginaldo Cezar Cardoso, é com bastante satisfação que o órgão público faz a entrega de equipamentos eletrônicos apreendidos em operações de descaminho, pois o que era um produto ilícito, passará a ajudar na educação de alunos que mais precisam. “O objetivo da Receita Federal é proteger o contribuinte que paga os tributos corretamente, ao tirar os produtos piratas e os que não pagam impostos do mercado. As mercadorias apreendidas têm várias destinações e o que a gente considera o melhor para a sociedade é que sejam utilizadas para a educação, como é o caso dessa doação”, completou o delegado da Receita Federal.

Segundo a secretária municipal de Educação, Maria Tereza de Moraes, a seleção dos alunos que receberam o aparelho celular deu-se por meio de cada escola municipal. Assim, cada unidade selecionou cerca de 25 alunos que mais precisavam de auxílio do poder público, dada a vulnerabilidade social e econômica da família e a dificuldade de acesso a algum equipamento eletrônico conectado à internet.

Foto: Vivian Honorato

“Nós temos a necessidade de atender todas as crianças que estão com essa dificuldade, mas dependemos da doação de aparelhos. Todas as pessoas físicas e jurídicas podem doar celulares, tablet ou computadores novos ou usados. No caso dos usados, temos uma equipe que faz a formatação dos aparelhos para entregar para as crianças”,  esclareceu Moraes.

Para a diretora da Escola Municipal Anitta Garibaldi, Artemis Torres Nascimento, hoje foi um dia de grande alegria para os profissionais do ensino e para as famílias mais carentes. “Vocês não têm ideia da gratidão que estamos sentindo. Muitas mães chegam na escola e conversam com a gente, explicam que não têm celular ou que têm um único aparelho para toda a família usar. A gente sofre junto com elas. E hoje veio essa notícia tão feliz”, desabafou a diretora escolar.

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1 comentário

  1. Louvável e que pena que demorou um ano para essa iniciativa se materializar, mas fica uma dúvida:
    Foi devidamente checado pela Secretaria Municipal de Educação se nos lares das crianças em vulnerabilidade social há realmente acesso à internet quando precisar?

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