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Alerta: não caia no golpe do nudes

Golpista faz chamada de vídeo no whatsapp e, quando a pessoa atende, faz prints para chantagear depois

Telma Elorza

O LONDRINENSE

Um alerta tem circulado pelas redes sociais, mostrando que muita gente tem caído no golpe do nudes pelo Whatsapp. Eu mesma já vários vídeos no Instagram alertando sobre ele. No golpe, os golpistas fazem uma chamada de vídeo de um número desconhecido da vítima. Se ela aceita, o golpista já está preparado, exibindo o próprio pênis e printa a tela para depois chantagear, ameaçando expor nas redes sociais ou enviando para parentes, como se a vítima tivesse consentido na exposição da genitália.

Segundo os dois advogados consultados pelo O LONDRINENSE,  Daniel Toledo de Sousa, especialista em Direito Penal e Processo Penal; e Fernando Peres, especialista em Direito Digital e Crimes Cibernéticos, esse golpe e suas variações é bem comum. Ambos estão atendendo vítimas de golpe. “Os golpistas vão mudando o tipo de golpe. O mais comum está sendo, no momento, adicionar as pessoas nas redes sociais como amigos e começam a trocar mensagens”, explica Sousa.

De acordo com os advogados as mensagens vão evoluindo até se tornarem conversas de cunho sexual. “Alguns casos que atendemos aqui, no escritório, a vítima já tinha se colocado na situação a ponto de ocorrer uma extorsão”, diz Sousa. A tática mais comum dos golpista, segundo os advogados, é entrar uma terceira pessoa na conversa, se dizendo um tio ou pai do golpista e que essa pessoa era menor. “No caso que atendo atualmente, um outro golpista mandou mensagem afirmando que a moça com quem o rapaz estava conversando e recebendo nudes, tinha 14 anos. E exigindo dinheiro para que não levasse o caso à polícia”, conta Peres.

Fernando Peres alerta também para outros tipos de golpe: a captação e divulgação de vídeos íntimos. Esse não é novo, mas agora passou a ser ainda mais comum na internet. “Junto com esses dois crimes, há também os crimes de ameaça e extorsão. E esse são mais evidentes ainda”, diz.

O melhor a fazer, segundo os advogados é não entrar em conversas deste tipo com desconhecidos. “Se receber uma chamada de vídeo de um número desconhecido, não atenda. E se adicionou como amigo, não permita que a conversa evolua para assuntos íntimos com pessoas com quais não tenha tantas informações”, explica Sousa. Como geralmente estão longe, em outros estados do País, o golpista nunca vai aceitar um encontro pessoalmente, sempre irão arrumar desculpas.  “A pessoa tem que se preservar, preservar seus dados, sua imagem pessoal. Nunca se sabe com certeza se aquela pessoa simpática que conheceu pelas redes sociais é um golpista ou não. E também não deve enviar nudes e vídeos, em retribuição. Temos que tomar muito cuidado”, alerta Peres.

Mas Fernando Peres admite que pode acontecer, principalmente no caso de pessoas que trabalham com o celular e atendimento ao público. “Às vezes perder uma chamada, pode ser, para a vítima, perder um cliente. Se isso acontecer, é preciso tirar um print também, desligar e bloquear o número. Pode ser interessante já, nesse momento, registrar um Boletim de Ocorrência. E se receber mensagens de ameaças, guardar a provas”, orienta. “Mas, uma vez iniciada a conversa e for objeto de chantagem, o melhor é levar ao conhecimento da autoridade policial, para que seja apurado a autoria. Mas esses crimes virtuais são difíceis de serem punidos”, afirma Sousa.

Segundo os advogados, não há muito o que fazer para punir esses golpistas porque, geralmente, utilizam-se de lan houses, computadores coletivos ou outras redes públicas de internet, além de celulares pré-pagos cuja segurança é bem pequena. . “Às vezes, o telefone utilizado no golpe não está no nome do golpista, pode até ser clonado, assim como as contas bancárias, o que dificulta a identificação. No caso que tivemos aqui no escritório, infelizmente não foram identificados nenhum dos autores”, afirma. Peres diz que é até possível identificar, mas, muitas vezes, não há o que fazer porque, em boa parte dos casos, os criminosos estão até dentro do presídio. “O melhor é prevenir e não cair nesses golpes”, alerta.

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