Lançamentos da semana: mais um motivo pra ficar em casa, friozinho e bons filmes

Friozinho chegando, nada melhor do que cobertores, pipoca e um bom filme antes de dormir.

No streaming Apple TV estreou o filme Além das Profundezas, um thriller eletrizante sobre sobrevivência. Dirigido por Joachim Hedén (Breaking Surface, 2020), a trama conta a história de duas irmãs e o sentimento de impotência perante as forças da natureza. Hedén usa artifícios narrativos já desgastados pelo cinema, mas com maestria, nos fazendo mergulhar de cabeça nos sentimentos das personagens e torcendo por um final feliz.

Estreando também na Apple TV, o documentário A Artista e o Ladrão conta uma história verídica sobre um crime cheio de reviravoltas. A trama mostra a intimidade de uma artista que tem que trabalhar com o roubo de suas obras. Dirigido por Benjamin Ree (Magnus, 2016), o documentário foi construído para quem gosta de arte e de narrativas criminosas.

No streaming Netflix temos a estreia de Monstro, um drama dirigido por Anthony Mandler (Trópico, 2013). O filme traz como temática o racismo sistêmico que predomina nos Estados Unidos, tratando os fatos graves com transparência. Filme bom e com elenco competentíssimo; Kelvin Harrison Jr., Jeffrey Wright, Jennifer Hudson entre outros.

Outro bom lançamento no Netflix é o filme E Amanhã… O Mundo Todo, com temática pra lá de contemporânea. No mundo real estamos assistindo perplexos o fascismo ganhar força, mas também vemos organizações que combatem esta política antidemocrática, os antifas. No filme, podemos acompanhar um grupo de jovens se organizando para atrapalhar as manifestações fascistas na Alemanha. A direção de Julia Von Heinz (Katharina Luther, 2017), tende a dificultar a relação filme/espectador, mas os 111 minutos valem pela temática.

Estreando na Amazon Prime temos o filme Depois a Louca Sou Eu. O roteiro constrói uma interessantíssima narrativa sobre a ansiedade, levantando um debate com questões profundas. Dirigido por Julia Rezende (Ponte Aérea, 2016) e estreada por Débora Falabella (Avenida Brasil, 2012), a película apresenta uma fotografia com uma estética moderna, aquela que estamos acostumados a ver no cinema brasileiro. Julia Rezende consegue tratar a temática complicada através de uma história simples e concisa, nos fazendo imergir no cotidiano da personagem.

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

Foto: Filme Monstro/Divulgação

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