Gatilho para ansiedade: áudio acelerado do Whatsapp pode gerar sobrecarga mental

Funcionalidade foi liberada neste ano e se popularizou entre os usuários da plataforma; Especialista alerta para possíveis malefícios do uso acelerado

O LONDRINENSE com assessoria

Cada vez mais presente no dia a dia da população para comunicação entre amigos, familiares e até no ambiente corporativo, o WhatsApp liberou recentemente a funcionalidade de acelerar a velocidade dos áudios em até duas vezes.

Visto como solução para encurtar o tempo das mensagens longas enviadas pelos usuários, a funcionalidade pode acarretar o aumento dos níveis de ansiedade, como explica a professora de Psicologia da Unopar Pitágoras Giuliana Temple. “Ao acelerar um áudio ou um vídeo, cria-se a sensação de ganho de tempo, mas o que será feito com esse tempo? Provavelmente, ler mais mensagens, ouvir mais áudios, trabalhar mais, gerando uma sobrecarga mental”, destaca a professora.

De acordo com a especialista, esse tipo de comportamento acaba deixando as pessoas em um estado de hipervigilância, o que pode ser um gatilho para uma crise de ansiedade. “A hipervigilância gera um sentimento desagradável, fazendo com que a pessoa fique em alerta a qualquer perigo oculto. Muitas vezes esses perigos não são reais e acabam prejudicando o estado emocional do ser humano, gerando raiva, frequência cardíaca acelerada, paranoia, inquietação e outras sensações que são características de crises de ansiedade”, diz.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país apresenta a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo e o quinto em casos de depressão. O estudo revelou que 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade.

Outros agravantes
A professora alerta para a falta de empatia das pessoas ao ouvirem o áudio de forma acelerada. “Quando aceleramos o áudio não percebemos algumas características na voz das pessoas, por exemplo, não conseguimos identificar tristeza, alegria ou qualquer outro estado emocional, perdendo essa percepção nas relações”, finaliza.

Foto: Divulgação

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