Estar bem e feliz é um ato revolucionário

Os tempos são difíceis: a desigualdade social cresce, as pessoas estão instáveis emocionalmente e o medo do amanhã se torna ainda mais pulsante. Então, como fazer a diferença em sua própria vida e na vida do seu próximo?

Os tempos são sombrios. A todo momento notícias ruins são apresentadas e nos deixa na berlinda, pois viver sem saber como será o futuro, ainda que minimamente, nos deixa desconfortáveis. Sempre que me vejo para baixo, penso em situações já passadas e superadas para buscar forças e não deixar o desânimo me vencer. Nem sempre consigo. Mas quando percebo que é possível ficar bem diante do caos, sinto-me uma revolucionária, capaz de levar comigo outras mulheres negras, guerreiras.

Uma das leituras do termo revolucionário refere-se ao sentido de renovar os padrões estabelecidos, ser ousado. Com isso, procuro me cercar de pessoas que têm os mesmos ideais, proposituras, para quando não conseguir sozinha, eu saiba que outros podem restabelecer minhas forças. Por isso, vou listar pontos que me ajudaram no processo de enfrentamento dos tempos atuais e espero que sirva de alento e inspiração, porque deu certo para mim.

RECONHECER SEUS PONTOS FORTES

Estamos acostumados a viver em uma sociedade que adora apontar nossos pontos negativos, nossas fraquezas. Porém, saber nossas fortalezas nos ajuda a passar de forma mais amena por uma eventual tempestade, uma vez que os dados poderão ser mínimos.

ESTEJA RODEADA DE MULHERES POTENTES

Eu fui agraciada com a amizade de mulheres negras que sempre têm uma palavra de estímulo, ânimo, de “vamos, levanta”. Não é passar a mão, adular, mas ajudar a enfrentar os momentos sombrios. E eles são muitos, estão por todos os lados e, até mesmo, dentro da gente.

CONHEÇA SEUS DIREITOS! ISSO É REVOLUCIONÁRIO!

A pandemia me ensinou que preciso, ainda mais agora, conhecer todos os meus direitos enquanto mulher negra no Brasil, pois eles poderão ser retirados, negados e, até mesmo, subtraídos. Ao ser confrontada, revolucione: diga o que sabe e informe que conhece seus direitos. As pessoas, sobretudo as racistas, não estão acostumadas com pessoas que assumem o protagonismo de suas vidas. Atue com cautela e inteligência.

ENFRENTE O PROBLEMA DE FRENTE! E SAIBA QUE ELE IRÁ PASSAR!

Aqui, foi a principal lição que a Viviane aprendeu. Saber que se eu fugir, o problema continuará existindo. Por isso, coragem e enfrente-o! (Foi exatamente isso que ouvi de outra mulher negra). Eu sei que parece clichê de autoajuda, mas ter uma rede de apoio para momentos complexos pode ser um carinho na alma.

SORRIA E MOSTRE SUA FELICIDADE! E NÃO SE IMPORTE COM A OPINIÃO DOS OUTROS

Uma mulher negra feliz, bem e realizada costuma causar desconfortos na sociedade, pois é como se esse lugar não nos coubesse. Mas ele nos cabe sim! Sendo assim, não se importe com a opinião de pessoas que não querem te levantar, mas sim “te colocar em seu lugar”. Grite, mostre, cante, poste foto. Revelar a felicidade pode ajudar outras mulheres negras nesse processo, ou seja, mulher levantando mulher.

Quem é Viviane Alexandrino

Sou a Viviane, tenho 36 anos e atuo como professora de Língua Portuguesa em colégios da cidade de Londrina. Além da formação em Letras Português, pela UEL, e mestranda em Estudos Literários pela referida instituição, sou formada também em Jornalismo, profissão essa que exerci durante 10 anos antes de me apaixonar pela educação.

Foto: Pixabay

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