E a fita cassete?

Tem quem goste, quem odeia. Tem gente que odeia até vinil! Então, vou falar por mim, para respeitar o gosto de cada um.

O antigo analógico no mundo digital, a fita cassete.

Foto: Divulgação

Lembro que tinha as fitas de 120, 90, 60 e 46 minutos, também a chromo e metal. Minha preferência era a de metal, que tinha um som melhor que a chromo, cujo som era mais abafado.

Lembram do walkman? Eu tinha um! Acho que os jovens há mais tempo tiveram um também!

Eu também tinha um aparelho de som, o famoso 3 em 1, pegava meus vinis e gravava em fitas. Lembro que meu reciver (toca-fita) tinha um equalizador, ali eu regulava a altura e outras paradas, para o som ter uma qualidade melhor. O foda era quando queria gravar o som que rolava na rádio e esperar tocar o som que queria, um saco! E o pior, quando o locutor falava antes de acabar o som ou colocava a vinhetinha da rádio no meio da música.

A fita cassete me salvou muitas vezes, quando não tinha dinheiro para comprar vinil, procurava as fitas, que tinha um preço bem mais acessível.

Durante alguns anos foi assim, até que surgiu o CD.

Em Londrina, tinham muitas lojas de vinil que vendiam também fitas cassetes. Mas com a chegada da mídia digital foi estranho… As lojas foram fechando uma a uma, até mesmo os magazines, que trabalhavam com este artigo, e pararam de vender. Quem, se lembra da Mesbla? Vixi! Comprei muito vinil lá! E ainda ganhava um cupom a cada disco comprado, que depois de um certo valor juntado, eu trocava por um LP. Bons tempos.

Foto: Divulgação

E, para minha surpresa, algumas bandas, como Planet Hemp, no disco Usuário, Elza Soares, no disco Deus é Mulher, e Metallica, esse não lembro que disco foi, lançaram em cassete suas obras. Do Metallica, quando foi lançado em fita cassete, as cópias acabaram em 10 minutos. Posso estar enganado, mas o Black Álbum, na época de seu lançamento, deve ter rolado em cassete também, só não sei se chegou no Brasil, esse país do “Deus me Livre!”

Não sei se bandas grandes estão fazendo isso ainda, falo das gringas e brasileiras. Mas sei que, algumas bandas independentes estão lançando suas obras em cassete.

Vou citar algumas: Coalizão Ruidosa Antifa, essa é uma coletânea das bandas Fecal Devastation/ Infestação Parasita/ Mata Borrão e Pancreatite Noise. Disponível na Capetóize Distro, que também dispõe em cassete, a obra da banda O Inimigo.

Conversando com Jone, do selo Tocaia e membro da Jacau, banda de Harcore/Crossover da Bahia, ele disse que lançou várias bandas em cassete. Só nesses meses atrás, ele lançou de 12 a 13 artistas. Entre esses números, citou as bandas: Jacau, DFC, Carne Crua, Devotos, entre outras.

Foto: Divulgação

Jone comentou que as fitas cassetes já saem praticamente vendidas, muitas vezes para fãs e colecionadores, que já possuem em vinil, mas fazem questão de ter em cassete. Outra coisa interessante que ele comentou é que nem importa muito o estilo de som, a galera quer é ter sua fitinha na mão!

E pra quem se interessou pela fita cassete e até o processo de construção das fitas e reaproveitamento, recomendo entrarem no Youtube no canal SDV News#2 Especial k7s que tem muita informação maneira, cola lá!

Antes de encerrar, quero agradecer muito, mais muito mesmo, o Jone, que mesmo no corre, foi super solicito e me ajudou muito, com informações e material.

Agradecer também o Bruno da Capetóize Distro. Que ajudou bastante, com informações e fotos.

Valeu demais, meninos! Vocês são foda!

Bora pra fita cassete?!

Bora pro Rock!

Rogerio Rigoni


Foi comerciante a vida toda, se rebelou e assumiu seu lado de escultor. A música que sempre foi sua paixão! Rock and roll na vida e na arte!

Foto: Divulgação

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