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As várias formas de habitar-se no FILO 2023

Espetáculo ‘Habite-me’’, solo da atriz Carolina Garcia com máscaras e bonecos, será apresentado nesta quinta (21) e sexta-feira (22), às 19 horas, no Espaço Villa Rica

O LONDRINENSE com assessoria

Com uma proposta de poética contemporânea de teatro de bonecos voltada ao público adulto, a atriz gaúcha Carolina Garcia apresenta, no Festival Internacional de Londrina – FILO 2023, o espetáculo “Habite-me”, atração desta quinta e sexta-feira, às 19 horas, no Espaço Villa Rica.

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Com direção e dramaturgia de Paulo Balardim, a montagem é resultado de processo de pesquisa em residência artística e coprodução dos brasileiros da Cia 4 Produções e dos canadenses do Territoire 80. Os ingressos estão disponíveis por R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada) pela plataforma Sympla.

Em cena, máscaras e bonecos de tamanho natural ganham vida no corpo da atriz, que interpreta uma trama poética que reflete sobre a vida, a morte e o amor. Conduzida por um fio narrativo musical, a dramaturgia é dividida em três quadros.

“O Enamorado” mostra o relacionamento de um casal de idosos diante da brevidade da vida; “O Eterno Retorno” é sobre a volatividade do tempo e a perplexidade diante do inevitável, e “O Inocente” aborda liberdade, sonho e esperança que nos inspiram com o surgimento do novo, em contraponto com os medos e dúvidas que eles nos geram.

O corpo humano da cena, investido de máscaras e bonecos, traz imagens que oscilam entre a atriz marionetizada e o boneco animado, num espaço disforme e maleável, como uma realidade em transformação. Nesse contexto, “habitar” confunde-se com “ser habitado”. Os elementos em cena convidam o espectador a abrir os olhos para um universo onírico, espécie de planeta em que a artista dá à luz a vários personagens.

De acordo com a Carolina Garcia, o seu ponto de partida na criação da montagem foi explorar interações entre os bonecos e o seu próprio corpo, em busca de habitar o inanimado e se deixar habitar por ele.

Destaque para a cenografia do artista gaúcho Elcio Rossini que faz com que as formas infláveis que compõem o cenário-instalação respirem junto com a atriz. A atriz também dialoga com a música original composta para o espetáculo e as artes visuais modernas.

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México

Às 21 horas, na Divisão de Artes Cênicas/Casa de Cultura UEL (Av. Celso Garcia, 205), é a vez de “Apuntes sobre la Frontera”,com a atriz mexicana Violeta Luna. Radicada nos Estados Unidos, ela traz à cena o tema da imigração na comunidade latina e o deslocamento em massa de pessoas.

“Apuntes sobre la Frontera” apresenta uma mulher que deixa seu país de origem em busca de melhores condições de vida. Em sua bagagem – material e poética – guardará o que considera necessário para a nova vida.

Classificação indicativa: 14 anos. Duração: 45min. Ingressos à venda no site oficial do festival ou na plataforma Sympla

Bate-papo
Nesta quinta, também acontece um bate-papo com a performer Nina Caetano, da intervenção urbana “Espaço do Silêncio”. Será às 16 horas, no Canto do MARL (Av. Duque de Caxias, 3241).

Ficha Técnica: HABITE-ME

Atuação e pesquisa: Carolina Garcia Marques.

Direção e dramaturgia: Paulo Balardim.

Bonecos e máscaras: Emilie Racine.

Trilha sonora original: Tuur Florizoone.

Cenografia: Elcio Rossini.

Figurinos: Cris Lisot.

Criação de luz: Renato Machado.

Preparação corporal: Márcia Pinheiro e Laurence Castonguay.

Ensaístas: Elaine Juteau, Laurence Castonguay e Wilson Neto.

Operação de luz: Luana Pasquimel, Rodrigo Oliveira.

Operação de infláveis e som: Wilson Neto.

Arte gráfica: Jessica Barbosa.

Coprodução: Cia 4 Produções (Brasil) e Territoire 80 (Canadá)

Foto: Jerusa Mary/Divulgação

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