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Só sou feliz quando faço compras

Por Telma Elorza

“Sou uma mulher frustrada, infeliz no casamento, sem filhos e sem carreira. Só me sinto feliz quando faço compras. Gasto demais e meu marido sempre briga comigo, mas não consigo parar com isso. Já tentei terapia e hobbies, mas nada me ajudou. O que faço?”

Nossa, amiga, que vazio deve ter dentro de você, não é? São tantas camadas nesse seu apelo que fiquei preocupada. Vamos começar por partes.

Você disse que é frustrada e infeliz no casamento. Vou perguntar: você sabe o motivo da sua frustração? Já tentou começar a analisar isso? Se é frustrada por ser infeliz no casamento, por que continua nele? Se é frustrada por não ter filhos, por que não os teve (essa pergunta é injusta, às vezes é impossível ter filhos naturalmente, mas você poderia ter adotado)? Você precisa descobrir a causa da sua insatisfação para começar a tratá-la.

Você disse também que não tem uma carreira. Sempre é possível começar uma, se seu sonho é esse. Não deixe que idade seja um empecilho. Nunca é tarde para mudar, crescer, aprender. Busque algo com que você se identifique e foque nele. Faça cursos, treinamentos, até uma faculdade se for o caso. Invista em você, em seu futuro, em autocuidado.

Compras deveria se um pequeno prazer, apenas

Fazer compras deveria ser um pequeno prazer na nossa vida, não o maior. Você disse que já tentou terapia, mas já buscou ajuda psiquiátrica?

A psiquiatra tem até um nome para essa compulsão por compras, um transtorno de controle de impulsos chamado de oniomania. E explica que o consumidor compulsivo vê nas compras uma forma de satisfação para suprir outras carências, angústias e para diminuir o desconforto físico e psicológico.

Os principais sintomas da oniomania são

Alguns dos sinais de consumo compulsivo são:

  •     Adquirir itens desnecessários, muitas vezes repetidos;
  •     Descontar tristezas e frustrações nas compras;
  •     Contrair dívidas que superam o valor que pode pagar;
  •     Fazer empréstimos para cobrir gastos com cartões de créditos e cheques especiais;
  •     Mentir, omitir e esconder os gastos excessivos e também as dívidas.
  •     Brigar com familiares e se desgastar nas relações sociais por conta dos gastos excessivos;
  •     Afastamento social.

Sugiro que você busque ajuda de um psiquiatra, que pode receitar remédios que melhorem seu humor. E procure também grupos de ajuda mútua, como o Devedores Anônimos. Esses dois passos podem lhe ajudar muito.

Mas, ao mesmo tempo, faça uma reavaliação da sua vida. E procure compreender suas insatisfações e buscar meios para resolvê-las.

Espero ter ajudado.

Quem é a Tia Telma

Insatisfeita com sua vida, a leitora diz que seu maior prazer é fazer compras. Mas isso pode ser um transtorno de controle de impulsos, chamado de oniomania
Tia Telma versão IA

Telma Elorza é jornalista, divorciada e adora dar pitaco na vida dos outros. Mas sempre com autorização.

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Arte: Mirella Fontana

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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