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Me apaixono muito fácil e quebro a cara

Por Telma Elorza

“Sou dessas mulheres que não conseguem ficar sozinha e estou sempre me apaixonando. Basta o cara me dar um pouco de atenção no primeior encontro e pronto, me apaixono. E depois, logicamente, quebro a cara. Sei que preciso parar com isso, até tento, mas não consigo. Você pode me ajudar?”

Ai, amiga, você não está sozinha. Muitas mulheres fazem exatamente o mesmo que você. Tenho uma amiga que, em um ano, se apaixonou 10 vezes, ou seja, quase uma vez por mês. E sempre jurando que o amor era definitivo, até a morte. Até sofrer uma decepção amarga, alguns dias depois.

Essa minha amiga, que conheço há muito tempo e sei da sua história, é uma pessoa carente, que precisa se sentir envolvida emocionalmente para ter relacionamentos. Ao mesmo tempo, tem fogo no rabo. Ou seja, os caras que deveriam servir apenas para diversão de uma noite viram seus objetos de paixão. E, como a leitora, quebra a cara. Já a aconselhei a buscar ajuda de psicólogos e psicanalistas para tentar se entender melhor e curar essa carência crônica. Talvez seja o caso da leitora também.

Apaixono rápido: não consigo ficar sozinha

A leitora reconhece que não consegue ficar sozinha. Precisa ter um “par”. Para mim, esse é o ponto focal. Será que ela não consegue ficar sozinha consigo mesma? Se sim, por que?

Me apaixono fácil e quebro a cara? Por que tantas mulheres não conseguem ficar sozinhas? Será uma questão cultural ou traumas?
Image by rawpixel.com on Freepik

Pode ser uma coisa cultural. Nós, mulheres, somos criadas há séculos para sermos submissas aos homens e ‘pertencer’ a um. E, embora muita coisa tenha mudado, ainda somos bombardeadas subliminarmente sobre amor e casamento. “TEMOS” que casar. “TEMOS” que ter um companheiro. “TEMOS” que constituir família. E isso vem da sociedade, da família e até dos amigos. As mulheres mais sensíveis à essa doutrinação acabam se sentindo na obrigação de arrumar alguém. E a melhor forma é se apaixonar aleatoriamente até dar certo com um. E, assim, vai acumulando relações frustradas.

No entanto, essas paixões fáceis podem ser também traumas de infância, que é uma fase de desenvolvimento e quando descobrimo-nos como pessoas. E, portanto, pode influenciar muito o adulto, impedindo que seja feliz.

Qualquer que seja o caso, só posso recomendar que busque ajuda profissional. Assim, quem sabe, se entenderá melhor e saberá escolher a companhia ideal, que pode ser até você mesma.

Espero ter ajudado

Quem é a Tia Telma

Telma Elorza é jornalista, divorciada e adora dar pitaco na vida dos outros. Mas sempre com autorização.

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Arte: Mirella Fontana

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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