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A Baía de Arcachon, um pequeno paraíso na costa atlântica

Praias enormes, cabanas na água, bancos de areia, viveiros de ostras, sem esquecer uma famosa duna, a Baía de Arcachon é rica em descobertas

Por Chantal Manoncourt

Ao sul da costa atlântica francesa, como uma sentinela, a cidade de Arcachon vigia a sua baia e revela o seu patrimônio. Um passeio pelo bairro da cidade de inverno, num pequeno comboio turístico, conta a sua história ao longo de soberbas casas, emblemáticas da arquitetura de finais do século XIX e início do século XX.

As fachadas, ricamente decoradas com cerâmica, oferecem varandas que exibem orgulhosamente as suas rendas de madeira. Terraços, miradouros ou varandas, estas casas estão todas viradas para o oceano porque a moda dos banhos de mar, que lançou o turismo na Baía de Arcachon, foi rapidamente acompanhada pela exposição à boa brisa marítima. O gosto pelas belas casas está nas pequenas cabanas ao longo da costa porque é de barco que se sucumbe ao encanto da Baía.

O encanto da Baía de Arcachon

Barcos de pesca convivem com veleiros e lanchas que rodopiam nas águas em busca da praia ideal. Enormes, algumas à sombra de pinheiros, protegidas dos ventos offshore e das grandes ondas, estendem-se até perder de vista por mais de 75 quilómetros. Com as marés, a paisagem evolui constantemente, a água brilha sob os raios do sol e surgem estranhos reflexos. Ao longe, as pessoas caminham sobre as águas, outras parecem dançar sobre pequenas ondas… Miragem ou alucinação? Ao nos aproximarmos, descobrimos a incrível beleza do famoso Banco d’Arguin flutuando nas águas azul-turquesa ou esmeralda. Momento mágico. Outros bancos de areia, brincando com as marés, aparecem a cada dia diferentes como um ar do fim do mundo.

No horizonte, estranhas construções chamam a atenção, o barco diminui a velocidade à medida que se aproxima da Ilha dos Pássaros e aqui aparecem curiosas cabanas de madeira montadas sobre palafitas. A primeira, construída em 1883, era utilizada pelos ostreicultores para que pudessem monitorar seus bancos de ostras sem depender da maré. Imutáveis e frágeis, estas duas cabanas não estão abertas ao público, mas continuam a ser um dos emblemas de Arcachon.

A ostra, a riqueza e o orgulho de Arcachon. Trinta portos e aldeias de ostras pontilham a Baia, onde são produzidas entre 8 e 10.000 toneladas por ano. Nas cabanas dos pescadores ou à beira d’água, são oferecidas degustações ao público. Momentos saborosos, uma verdadeira delícia!

Passo essencial antes de sair da região, subir a Duna do Pilat, que se estende por 3 km de comprimento e 500 m de largura, e cresce continuamente sob o efeito dos ventos e das correntes. Nesta duna de areia, a mais alta da Europa que culmina com 102 m de altura, o panorama no topo é deslumbrante: de um lado o imenso tapete verde do pinhal enquanto do outro a vista perde-se no horizonte em direção ao azul do oceano. Um lugar inusitado onde o caminhante deslumbrado pelo sol poderia acreditar-se no meio do Saara. Caminhos pedestres, passeios de bicicleta, saídas de barco, os objetivos dos passeios são numerosos, a Baía de Arcachon nunca deixa de seduzir.

Arcachon fica a 60 km de Bordéus e a 650 km de Paris

Fotos: P Bellon; B Ruiz, Chantal Manoncourt

Chantal Manoncourt

Parisiense, arqueóloga e jornalista, apaixonada pelo Brasil, já escreveu vários livros sobre turismo brasileiro.

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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