Com vistoria surpresa, comissão constata irregularidades nos terminais de Londrina

Falta de higienização e superlotação dos ônibus foram constatados pelos vereadores.

O LONDRINENSE com assessoria

Os vereadores da Comissão Especial dos Transportes Públicos da Câmara de Londrina constataram, no início da manhã desta terça-feira (14) que há grandes problemas nos terminais urbanos de transporte público. As vistorias começaram às 6h30, no Terminal Cental, horário escolhido pelo grande fluxo de passageiros.

“O que nós constatamos, inclusive verificamos com os fiscais da CMTU [Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização], é que o fluxo aumentou e a quantidade de ônibus não obedeceu ao mesmo critério. Não está sendo feita a higienização dentro dos ônibus. Nós constatamos que alguns suportes não tinham álcool em gel. Existem duas pessoas para fazer a higienização dos ônibus, mas não dão conta. São duas pessoas da empresa Londrisul. Da Grande Londrina, não existe ninguém”, afirmou.

Durante a vistoria, os vereadores não encontraram rede de internet wi-fi no terminal e nos ônibus. O item está previsto no contrato firmado entre o Município de Londrina e as concessionárias de transporte coletivo. Os parlamentares também ouviram reclamações dos usuários em relação à segurança nos terminais.

Diante do que foi constatado, os parlamentares pretendem se reunir, ainda nesta semana, com representantes da CMTU e das concessionárias para solicitar providências. Os itens avaliados nesta visita também devem constar no relatório final da comissão, que tem prazo de conclusão até o início de dezembro, podendo ser prorrogado por 90 dias. “Esta semana pretendemos marcar uma reunião com a CMTU e com as empresas para ver o que nós podemos agilizar nesta questão do transporte superlotado, das linhas que foram tiradas, para que elas voltem e para que diminua o fluxo nas outras que aí estão”, disse a vereadora Mara Boca Aberta. Também participaram da vistoria os vereadores Beto Cambará (Podemos) e Roberto Fú (PDT), ambos membros da comissão.

Documentos – Além das visitas, os vereadores se concentram em analisar o contrato de prestação de serviço do transporte público, enviado pela CMTU, órgão municipal responsável pela fiscalização da atividade. Os parlamentares aguardam o envio dos anexos do contrato, onde deve estar detalhado, por exemplo, o plano de implantação de wi-fi nos terminais e ônibus. Esperam também o recebimento dos eventuais aditivos contratuais que tenham sido firmados entre a CMTU e as empresas, além de todas as comunicações oficiais entre a companhia e as concessionárias. Os parlamentares também indagaram formalmente à CMTU sobre a segurança nos terminais, outra obrigação das empresas de transporte.

Outro questionamento feito pelos vereadores da Comissão Especial dos Transportes Públicos à CMTU foi em relação à outorga onerosa. O contrato prevê que as empresas repassem 0,40% do valor do total contrato em 60 parcelas ao Fundo de Urbanização de Londrina (FUL). Em ofícios enviados à Câmara, nos Pedidos de Informação nºs 336 e 337, o presidente da CMTU informou que as concessionárias requereram a suspensão provisória do pagamento, “utilizando como fundamento os impactos econômicos e financeiros negativos ocasionados pela pandemia de covid-19”.

Foto: CML

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