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Medos e como superá-los

Crianças podem criar e inventar um mundo inteiro na própria cabeça. Nem sempre ele é cercado de pássaros, flores e coisas boas. Crianças têm medo de muitas coisas, escuro, monstros ou fantasmas, barulho da chuva e de trovão – geralmente dos dois anos e meio para frente eles têm esses medos de seres imaginários e de barulhos altos. Depois dos cinco anos surgem alguns medos como perder os pais, acidentes e coisas que eles começam a entender que são possíveis de acontecer.

Aqui em casa estamos em duas fases diferentes: Biel, que logo faz quatro anos, tem medo do escuro. Não fica sozinho e nem vai até o segundo andar da casa a noite, a não ser que alguém o acompanhe. Comprei uma luz de LED em formato de dinossauro e antes de dormir ele acende para se sentir seguro. Caso acorde a noite, ele não está na escuridão total e nem entra em pânico. Ajudou muito. E, por ser de LED, o gasto de energia é quase irrisório pelo benefício.

Já o Rafa, que tem cinco anos, está com medo de ser abandonado. Há algumas semanas ele começou a chorar quando acorda sozinho no quarto porque, por alguns segundos, ele pensa que não tem ninguém em casa. Ele já desce a escada chateado, algumas vezes chora. Conversei com ele sobre isso e ele disse que tem muito medo de todo mundo sair e esquecer ele. Expliquei que isso não iria acontecer. “Mas mãe, e se acontecer alguma coisa muito urgente e você precisar sair com o papai e esquecer eu e o Biel?”. Parece bobo, mas para ele é uma dúvida legítima e deve ser respondida com seriedade. Nunca ria dos medos do seu filho. Com amor e paciência, eles vão superar essas fases.

E se você tem uma criança e quer fazer um programa legal no próximo final de semana, o medo infantil está no centro do espetáculo em cartaz neste mês de março no Teatro do Clubinho, no Londrina Norte Shopping. A peça, baseada na obra “Chapeuzinho Amarelo”, de Chico Buarque de Holanda, é um convite à reflexão, com muita música e humor, sobre as maneiras de se encarar esse sentimento tão típico da infância.

A protagonista, que tem medo de tudo – “até de ter medo” – ganha logo a identificação da plateia, que participa ativamente do espetáculo do início ao fim. Assustador quando chega ao palco, o Lobo Mau, que é o grande terror na imaginação e nos piores pesadelos de Chapeuzinho Amarelo, vai ganhando  outro perfil, até chorar compulsivamente só porque quebrou uma unha. Ao final, o lobo é que tem medo das crianças, para gargalhadas da plateia. 

As últimas apresentações de “Chapeuzinho Amarelo” no Teatro do Clubinho, no Londrina Norte Shopping, no sábado (30) e domingo (31), em sessões às 16h e 18h. Os ingressos para as apresentações custam R$ 15 e podem ser adquiridos no site sympla.com.br ou na bilheteria do teatro, a partir das 14h nos dias das apresentações. Crianças de até 4 anos e pessoas com necessidades especiais têm direito a acompanhante, com pagamento de apenas um ingresso.  

Foto: Acervo pessoal

Paula Barbosa Ocanha 


Jornalista, casada, trinta e poucos anos, dois filhos e apaixonada por educação infantil. Mesmo antes de casar, eu lia e me interessava por técnicas de educação, livros de pedagogia e questões sobre o desenvolvimento humano, principalmente na primeira infância. Com essa coluna, gostaria de relatar minhas experiências pessoais. E assim espero lhe ajudar, de alguma forma, a passar mais facilmente por essa linda (e assustadora) jornada da maternidade! Vem comigo e me siga também no Instagram @mamaepata

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