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Empresa familiar: dicas para organizar com sucesso

Por Simone Kida

Olá! Hoje vamos falar sobre empresa familiar.

Quem me acompanha aqui sabe que atuo na área de consultoria financeira e gestão empresarial há 23 anos. E, claro, toda semana tenho situações e exemplos reais que gosto de compartilhar aqui pois, se você vive essas situações, possa encontrar saídas baseadas em outras empresas que deram certo. Então vamos lá.

Uma empresa familiar tem hábitos um pouco diferentes das empresas que não tem a família na gestão, você concorda? Alguns desses hábitos interferem no resultado financeiro e também na gestão, pois uma coisa é consequência da outra.

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Normalmente essas empresas não dividem funções dos gestores por acreditarem que não precisa. Mas veja: se um irmão sócio é bom na área comercial e outro irmão sócio nem tanto, que tal esse ser o administrativo financeiro? Quando uma pessoa gosta da área comercial, normalmente não tem o perfil de ficar fechado em um escritório alimentando planilhas e controles.

Mas como, em qualquer empresa, precisamos das duas áreas, comercial e administrativa, é preciso analisar o perfil e separar funções. Após feito isso, deve-se respeitar essa divisão de funções. Ou seja, o gestor responsável pelo comercial não deve comprar nada sem consultar os compromissos e o giro do estoque daquele produto, e esses limites são analisados e implantados pelo administrativo em conjunto com o comercial. Assim como o administrativo não deve atrasar suas informações no que se refere ao custo das mercadorias, para que não falte mercadorias na área de vendas.

É muito comum as pessoas agirem por “ego” e não pelo bem do negócio em si. Tenho visto irmãos dizerem assim: “mas eu posso pegar dinheiro do caixa porque a empresa também é minha”!

Não é bem assim, pois os controles financeiros existem para dar segurança na gestão de qualquer empresa e quando o ego ou o orgulho substitui o respeito das funções e rotinas, independentemente do tamanho da empresa, é claro que não vai dar certo.

Esses exemplos que mencionei também se aplicam a casais enquanto sócios. Tanto o marido quanto a esposa não podem chegar e ir pegando dinheiro do caixa sem controle e sem anotar para onde e para que foi. Os controles financeiros só funcionam se forem alimentados 100% e não 99%. Se faltar informação do que acontece no dia a dia, a empresa nunca vai saber sua margem de lucros e muito menos projetar seus negócios, seja para expandir, seja para mudar de atividade.

Muitas decisões são tomadas utilizando o fluxo projetado onde podemos ter as seguintes respostas:

  1. Ponto de equilíbrio necessário para pagar custos fixos e variáveis;
  2. Possibilidades de aumentar compras;
  3. Possibilidades de comprar um equipamento ou veículo;
  4. Possibilidades de novas contratações;
  5. Possibilidades de investir em outros negócios;
  6. Possibilidades de abrir novas unidades ou expandir a empresa;
  7. Possibilidades de quitar parcial ou total algum compromisso que gera despesas financeiras altas.

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Enfim, a visão que um fluxo projetado proporciona é fantástica, mas perigosa porque se os dados não forem confiáveis o resultado futuro também não será, e se você tomar decisões hoje baseado em resultados futuros incorretos, com certeza vai pagar um preço alto.

Você pode estar se perguntando “Mas, Simone, como projetar algo que nem sei se vai acontecer em uma economia instável como a nossa?”

Querido leitor, existem técnicas para isso. Vou passar aqui a base dessas projeções:

Primeiro passo é alimentar diariamente um controle financeiro 100%, classificando todas as despesas pagas como, por exemplo, fornecedores de revenda, salários, retiradas do gestor, juros pagos. Enfim, não existe despesas diversas, ok?

Segundo passo é ter um sistema de gestão que não precisa ser complicado, pode ser simples, mas tem que mostrar todas as vendas e como foram essas vendas, a vista no dinheiro, no cartão, no pix, enfim como ela foi feita diariamente!

Terceiro passo é fazer fechamentos mensais baseando-se nessas informações diárias. Com isso você terá seu custo variável separado dos fixos, pois os variáveis variam de acordo com a venda, já os fixos você sempre terá independente do quanto vende!

Dica: despesas financeiras não são variáveis e fixas, elas são despesas financeiras, e devem ser tratadas separadamente, pois precisamos analisar seu percentual de representatividade com as vendas geradas pela empresa. Além disso, podemos planejar sua redução e, se ela estiver misturada com as despesas que toda empresa tem, não conseguimos trabalhar essa despesa de uma forma mais eficaz!

Temos muito assunto em cima dessas projeções, e quem me acompanha aqui no jornal, terá acesso a mais dicas e exemplos! Mas lembre-se! Comunicação e respeito são fundamentais para uma boa gestão principalmente nas empresas familiares.

Se tiver dúvidas e quiser manda-las, encaminhe um e-mail para:  simonekida@hotmail.com

Simone Domingues Kida

Formada em Ciências Contábeis, Pós-graduada em Auditoria e Gestão Empresarial, instrutora de cursos e treinamentos, palestrante, escritora, professora universitária por 17 anos e consultora financeira por mais de 23 anos. Siga meu Instagram @simone.kida ou acesse meu site: www.simonekida.com

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