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Las Buenas: as melhores empanadas que você vai comer fora da Argentina

Esqueça tudo que você já experimentou acreditando que era empanadas. Até provar as da Las Buenas, eu achava que já conhecia o salgado

Telma Elorza

O LONDRINENSE

Eu adoro beliscar na rua. Sempre que posso, como um salgado aqui, outro ali e assim vou vivendo. Meu lema é: salgado é vida (com um suco ou um refrigerante, então…). E nessas comilanças, pensava que já tinha experiementado todos os tipos de salgados que existem. Inclusive as empanadas argentinas. Não, bebê. Não era a verdadeira empanada. E eu só fiquei sabendo disso quando fui conhecer Las Buenas Empanadas, a loja da minha amiga Thaís e do seu marido, o argentino super gente boa Matias Bernal Carol, o mestre das empanadas.

A Thaís e o Matias voltaram para Londrina em 2022, depois de anos morando em Maringá. E eu estava devendo uma visita a ela. Mas sabe como é, né? A gente vai se enrolando, os caminhos não se cruzam, até que, semana passada, saindo da gravação do podcast O LONDRINENSE POD, passamos lá, na loja. E, gente, qual não foi minha surpresa ao provar a empanada que o Matias faz? Totalmente diferente do que já havia comido anteriormente.

Mesas fora da loja no verão!

A empanada é uma espécie de pastel assado. Só que a massa é mais macia, porém fina e crocante. Se for um pouco mais grossa, tipo uma esfirra, esqueça, não é empanada. E foi por saudades das verdadeiras empanadas da sua terra natal que o Matias começou a fazê-las em casa. “A princípio, eu usava massa de pastel por ser mais prático, embora não fosse a mesma coisa. Mas a Thaís me estimulou a fazer a massa original e as coisas foram crescendo”, conta.

Ele, que aprendeu a fazer empanadas ainda criança com o pai, um mestre parrillero (não vou chamar de churrasqueiro porque é ofender os parrilleros), começou então a fazer a própria massa, os amigos foram conhecendo e fazendo as encomendas. Matias, que abandonou a Argentina por amor, estava à procura de trabalho e as empanadas garantiram a sobrevivência.

Thaís e Matias Bernal: estão sempre felizes e recebem todos muito bem

Em 2019, eles resolveram apostar e montaram o primeiro Las Buenas, em Maringá. Veio a pandemia e o que poderia ser um problema simplesmente fez as coisas darem certo, porque o forte da Las Buenas é o delivery. Em 2022, a Thaís saiu do emprego e resolveram mudar para Londrina. “Em um mês, a gente já tinha aberto a casa aqui”, conta ela.

O forte da loja continua sendo o delivery e para levar. O espaço onde estão não é muito grande, mas tem algumas mesas, bancos e cadeiras para quem quiser comer ali, mesmo. Agora, no verão, o casal tem colocado mesas na frente da loja, à noite, para quem quiser aproveitar a brisa, tomando uma cervejinha e comendo algo bem gostoso. Como as empanadas são assadas na hora e demoram uns 15 minutos para ficarem prontas, aconselho a quem estiver com muita fome ligar antes e encomendar. Ou simplesmente sentar e degustar uma cervejinha enquanto espera.

O espaço é pequeno, mas aconchegante

18 sabores de empanadas

Mas vamos falar do que importa: as empanadas. São 18 sabores, divididos em cinco variedades: quatro sabores de carne, quatro de frango, quatro de queijo, duas especiais vegetarianas (milho cremoso e abobrinha) e quatro doces, com preços que variam entre R$8 e R$10. Além disso, Las Buenas oferecem também as medialunas (logo falo sobre elas), alfajor de dulce de leche (R$10) e chocotorta (R$20).

E você não tem ideia do sabores maravilhosos das empanadas. Todas muito bem temperadas, com gostos únicos. Eu e a Suzi Bonfim provamos 10 (dividimos cada uma na metade para que as duas provassem o mesmo sabor e conseguissemos comer o maior número possível) deles, sendo dois doces: o de doche de leche com banana e o “Romeu e Julieta”, que não é bem um sabor argentino, mas que combinou muito bem.

Empanada de queijo, cebola e bacon: meu destaque

Aliás, recomendo que prove os quatro sabores mais tradicionais: o carne criolla (com ovo, azeitona e passas), o carne picante, frango com milho cremoso e o queijo com cebola. Segundo a Thaís, na Argentina, a maioria das empanadas oferecidas seguem esses sabores, embora haja locais que oferecem até 45 sabores.

Thaís foi quem sugeriu a maior parte das variações dos recheios para o Matias. O sabor queijo, cebola e bacon, por exemplo, o bacon foi acréscimo dela. “E as nossas cebolas fazemos questão de deixar caramelizadas antes de ir para o recheio, o que também é diferente do que se faz na Argentina”, explica. E posso dizer que esses acréscimos ficaram simplesmente sensacional. O queijo, cebola e bacon foi o meu preferido da noite, embora o páreo fosse duríssimo e todos os outros sabores estivessem perfeitos. O de abobrinha com massa integral, por exemplo, também foi destaque no meu paladar.

Depois das duas empanadas doces, a Thaís ainda fez questão que provássemos o alfajor artesanal feito também pelo Matias. Aceitei por educação, porque não gosto de alfajor (acho um doce muito enjoativo). No final, me vi lambendo os dedos e pedindo mais. Nada enjoativo e com uma massa crocante que não esfarela, como os que já provei. Também aprovadíssimo.

A gente só não conheceu as medialunas, o pãozinho fofo amanteigado e doce (até um pouco parecido com o croissant, mas não diga que eu disse isso), que sai apenas aos sábados, em duas versões: a simples (R$6) e a recheada com goiabada (R$7). Quem quiser provar, precisa correr, porque a produção é limitada em torno de 70 medialunas por semana. Você pode reservar, claro. Mas não marque bobeira. Eu estou seriamente pensando em voltar lá neste final de semana.

Vinho da casa: muito bom

Para beber, o La Buenas oferece desde café expresso, refrigerantes e cervejas (Estrela Galicia, 350ml a R$12) até vinhos. A taça do Vinho da Casa varia de R$15 a R$ 17, mas também tem alguns rótulos disponíveis se quiser uma garrafa. Mas é melhor consultar, porque a disponibilidade varia, assim como os preços. Nós acompanhamos nossa imersão nas empanadas com o bom vinho da casa e combinou muito.

Serviço:

La Buenas fica na Rua Paes Leme, 806. Pedidos por delivery no (43) 99134-6250. Funciona de terça à quinta, das 16 às 21 horas; e sextas e sábados, das 16 às 22 horas.

Fotos: Suzi Bonfim e Telma Elorza

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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