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Acesse dez clássicos da literatura portuguesa sem sair do sofá

Sabe aquele livro que sempre te recomendaram, mas você não teve tempo de ler? Então, que tal aproveitar a quarentena e colocar a leitura em dia? Já que a ordem é o isolamento, uma boa opção é baixar livros gratuitamente na internet. Vários sites e aplicativos , como o Kindle e Amazon, por exemplo, disponibilizaram parte de seus acervos gratuitamente. Mas o mais completo é o acervo do site Domínio Público, que digitalizou todos os clássicos que caíram em domínio público. Ao todo, são 50 mil títulos. Mas em qualquer um deles é possível baixar títulos sem sair de casa. E o melhor, sem colocar a mão no bolso.

Selecionamos no site do governo dez livros clássicos da língua portuguesa para quem quer passar o tempo e ficar um pouco mais culto. Ou mesmo para quem vai prestar concurso público ou vestibular. Boa leitura.

Dom Casmurro
Machado de Assis

Publicado pela primeira vez em 1899, “Dom Casmurro” é um dos clássicos de Machado de Assis. Nele, o autor lança um olhar certeiro e crítico sobre a sociedade brasileira. Também a temática do ciúme, abordada com brilhantismo nesse livro, provoca polêmicas em torno do caráter de uma das principais personagens femininas da literatura brasileira: Capitu. Afinal, traiu ou não Bentinho? Leia e tire sua própria conclusão. Baixe aqui.

Memórias Póstumas de Brás Cubas
Machado de Assis

O livro mais famoso do escritor realista é narrado em primeira pessoa por um “defunto-autor”, isto é, um homem que já morreu e decide escrever sua autobiografia. A primeira edição foi feita aos pedaços na Revista Brasileira, por volta de 1880. O livro é considerado um divisor de águas em sua carreira e costuma ser associado à introdução do Realismo no Brasil. É narrado em primeira pessoa pelo personagem Brás Cubas, que em tom irônico e sarcástico, descreve sua biografia e suas obras. Baixe aqui

Os Sertões
Euclides da Cunha

Publicado em 1902, Os Sertões é considerado como o primeiro livro-reportagem brasileiro. A história é um tratado sobre a Guerra dos Canudos (1896-1897), no interior da Bahia. Euclides da Cunha presenciou uma parte da guerra como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo. Um clássico que pertence, ao mesmo tempo, à prosa científica e à prosa artística. Já foi classificada como uma obra que abrange a sociologia, geografia e psicologia, mas não é errado lê-lo como uma epopeia dos sertanejos em sua luta diária contra a paisagem e a incompreensão da elite. Baixe aqui

O Triste fim de Policarpio Quaresma
Lima Barreto

Obra do pré-modernismo brasileiro e considerado por alguns o principal representante desse movimento, foi levado a público pela primeira vez em folhetins, publicados, entre agosto e outubro de 1911, na edição da tarde do Jornal do Comércio do Rio de Janeiro. A obra narra a história do major Policarpo, um anti herói imbuído de nobres ideais, alguns beirando ao tresloucado (tanto é que passa uma temporada no hospício). Um clássico de nossa literatura, que ajuda a explicar por que somos como somos. Baixe aqui

Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Antônio de Almeida

Também foi publicado originalmente em folhetins no Correio Mercantil do Rio de Janeiro, entre 1852 e 1853, anonimamente. O livro foi publicado em 1854, no lugar do autor constava “um brasileiro”. A narrativa de Memórias de um sargento de milícias, de estilo jornalístico e direto, incorpora a linguagem das ruas, classes média e baixa, fugindo aos padrões românticos da época, quando os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A experiência de ter tido uma infância pobre contribuiu para que Manuel Antônio de Almeida desenvolvesse a sua obra. Um clássico da linguagem. Baixe aqui

O Guardador de Rebanhos
Alberto Caeiro
(heterônimo de Fernando Pessoa)

O livro reúne os poemas de Alberto Caeiro, uma das “faces” do poeta português Fernando Pessoa. Caeiro é um homem simples, ligado à natureza, que se vale apenas da experiência sensorial para sua “filosofia”. É deste livro os famosos versos: “Sou um guardador de rebanhos. / O rebanho é os meus pensamentos / E os meus pensamentos são todos sensações”. Para quem gosta do autor, um prato cheio. Baixe aqui

Charneca em flor
Florbela Espanca

O livro só foi o publicado após a sua morte, em 1931, pela Livraria Gonçalves de Coimbra. Considerado como o seu livro mais sincero, é nele que Florbela retrata a fase mais difícil e pessoal da sua vivência como poetisa, e presta homenagem à sua terra natal. Segundo o crítico português Antero de Figueiredo, “ o livro Charneca em Flor ficará como um dos mais belos depoimentos literários do coração português de ontem, de hoje, de todos os tempos”. Baixe aqui

Os Maias
Eça de Queirós

Os Maias é uma das obras mais conhecidas do escritor publicada pela primeira vez em 1888. A obra ocupa-se da história de uma família (Maia) ao longo de três gerações, centrando-se depois na última com a história de amor entre Carlos da Maia e Maria Eduarda. A ação de Os Maias passa-se em Lisboa, na segunda metade do século XIX, e apresenta-nos a história de três gerações da família Maia. Já foi tema de seriado na Globo. Baixe aqui

Contos
Lima Barreto

A obra de Lima Barreto é considerada uma crônica autêntica dos subúrbios cariocas e de sua população, retratando, de um lado, a população pobre e oprimida desse subúrbio e, de outro, o mundo vazio de uma burguesia medíocre. Também fala de políticos poderosos e incompetentes e de militares opressores. Parece refletir, muitas vezes, a própria experiência do autor, principalmente a dos negros e mestiços, que sofriam na pele o preconceito racial. Prendendo-se à autenticidade histórica da época , sua ficção retrata acontecimentos importantes da vida republicana. Baixe aqui

Os Lusíadas
Luís Vaz de Camões

Considerada a “epopeia portuguesa por excelência”, Os Lusíadas provavelmente foi concluída em 1556, mas só foi publicada pela primeira vez em 1572, três anos após o regresso do autor do Oriente. Uma curiosidade: a obra é composta de dez contos, 1.102 estrofes e 8.816 versos. A ação central é a descoberta do Caminho das Índias por Vasco da Gama à volta da qual se vão descrevendo outros episódios da história de Portugal. Baixe aqui

Foto principal: Pixabay

Raquel Santana

Já foi jornalista, acha que é fotógrafa, mas nesses tempos de Covid-19 ela só quer sombra e água fresca no aconchego do seu lar. Vendo seriados, óbvio!

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