Skip to content

Ensinar a dividir

Como foi a Páscoa por aí? Aqui os meninos ganharam bastante chocolate – da gente, dos avós e dos tios. Eles são pequenos e ainda faço questão de brincar com o lúdico: fiz uma trilha de chocolates pela casa que ia da cama deles até em um espaço de brinquedos em baixo da escada, que eles chamam de esconderijo. Lá eles encontraram um ovo de chocolate médio e um pequeno para cada um deles. Quando eles acordaram e viram a trilha de chocolates foi uma festa… valeu só pelas gargalhadas que eles deram.

Separo esses momentos mais pela brincadeira e pela surpresa mesmo, porque somos cristãos e, no sábado a noite, eu e meu marido já tínhamos sentado com eles e contado sobre a história da verdadeira Páscoa, que nós cristãos celebramos a ressureição de Jesus Cristo. O coelho em si é uma brincadeira, mas mesmo explicando o significado verdadeiro, eles são crianças – já, já o coelhinho da Páscoa vai perder a graça – e eu quero que tenham esses momentos gostosos na primeira infância.

E também aproveitei a data para colocar em prática uma ideia super legal sugerida pela escola deles. Veio na agenda um pedido para que cada criança levasse hoje, pelo menos, um chocolate que ganhou na Páscoa para dividir com crianças de instituições carentes que não tiveram a oportunidade de ganhar doces. No bilhete, reforçava que a escola estava ensinando sobre a importância da fraternidade e, por isso, os pais deveriam separar um momento em casa para explicar que era importante dividir com outras crianças! E achei muito bacana ser depois da Páscoa pelo fato da criança ter que tirar do próprio presente uma parte para doar. 

Fiquei muito feliz porque meus meninos não tiveram dificuldade em separar os próprios doces para levar para a escola e dividir. São nesses momentos que todo o cansaço da maternidade vale a pena. Meu coração ficou aquecido.

E se seu filho tiver dificuldade com tirar parte do que ele ganhou para doar para outra pessoa, não o repreenda. Ensine, explique e fale que espera que ele entenda que algumas pessoas não possuem nada. Nunca force uma situação para que a criança não fique magoada e ressentida. Se ele fizer uma ação forçado, isso pode trazer mais mal do que bem. E sempre seja o bom exemplo. Uma hora eles irão entender e querer se espelhar em você! 

Foto: Acervo pessoal

Paula Barbosa Ocanha 

Jornalista, casada, trinta e poucos anos, dois filhos e apaixonada por educação infantil. Mesmo antes de casar, eu lia e me interessava por técnicas de educação, livros de pedagogia e questões sobre o desenvolvimento humano, principalmente na primeira infância. Com essa coluna, gostaria de relatar minhas experiências pessoais. E assim espero lhe ajudar, de alguma forma, a passar mais facilmente por essa linda (e assustadora) jornada da maternidade! Vem comigo e me siga também no Instagram @mamaepata

Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Designed using Magazine Hoot. Powered by WordPress.