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Educação conectada à realidade potencializa resultados

À medida que pesquiso e estudo a educação do futuro, me dou conta de que, cada vez mais, ela deve estar conectada ao cotidiano dos estudantes. Em todos os âmbitos e níveis educacionais. E isso se revelou, de forma muito evidente, alguns dias atrás. Médica veterinária, Gabriela Ramos Leal tem 34 anos e venceu a competição internacional Famelab, criado em 2005 pelo Festival de Ciência de Cheltenham, realizado pelo British Council, com o objetivo de estimular cientistas e pesquisadores a traduzirem a uma linguagem acessível alguns conceitos científicos.

E sabe o que a estudante brasileira fez? Além de levar o Brasil pela primeira vez à final da competição, ela utilizou a história do Capitão América, que ficou congelado no fundo do mar por sete décadas e voltou à vida normalmente, para explicar o conceito de criopreservação, uma técnica de conservação que utiliza o frio, sem gelo, mas, com temperaturas muito baixas. A conexão entre ciência e cultura pop venceu o desafio! E tem de vencer muitos desafios mundo afora, nas inúmeras tentativas de tornar a educação mais atrativa para os alunos.

É nesse aspecto que defendo aqui, sempre, a transformação do nosso processo educacional, do processo de ensino e aprendizagem. Se não incluirmos a vida do dia a dia na rotina escolar, perderemos sempre mais a atenção dos nossos alunos. Eles precisam olhar para o que aprendem e verem que há sentido em tudo aquilo. Aí sim teremos estudantes mais engajados e conectados com o universo educacional. E nossas aulas terão mais quórum e audiência.

Potencialidade e interesse nós temos. O jovem Eduardo Henrique Camargo de Toledo, que estuda o 2º ano do ensino médio e mora em Valinhos (SP), levou uma das medalhas de ouro na edição de 2020 da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), que seria realizada no Equador e foi feita on-line por conta da pandemia do coronavírus. O garoto chegou a estudar seis horas por dia e a encarar desafios complexos, como uma prova experimental realizada por meio de um software.

Viu como a tecnologia está inserida na realidade educacional? Entretanto, isso precisa ser regra. E não exceção. Se mais alunos tivessem acesso a recursos como esse, nossa realidade seria muito diferente.

Tiago Mariano

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Com mais de 15 anos de experiência em sala de aula de diversos colégios públicos e particulares de Londrina e Cambé, é coordenador das startups londrinenses EducaMaker, Educação Criativa e Aagro, além de manter o canal no Youtube Prof. Tiago Ledesma Mariano. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance. Já foi diretor de tecnologia e inovação educacional da Secretaria Estadual da Educação (SEED) e coordenou a construção do novo catálogo nacional de cursos técnicos do Ministério da Educação (MEC).

Foto: Divulgação

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