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Vergonha do seu passado musical?

Por Rogério Rigoni

Fala, meninas e meninos do Rock!

Eu não sei o passado musical de vocês, eu sei que o meu tem várias coisas que hoje podem até ser motivo de vergonha, para mim não é.

Hoje eu tenho meu gosto por músicas definido e, apesar de escutar bandas de rock desde muito cedo, apareceram grupos e bandas na época que gostava, ouvia, cantava e até algumas eu fui no show.

Quem se lembra de “Balão Mágico”? Pois é, gostava deles. Não me recordo se eu tinha o disco, com certeza deveria ter, tinha uma música nesse disco que eu adorava que se chamava “Ursinho Pimpão”. Deve ser porque, quando eu era criança, tinha medo do escuro e de ter que dormir sozinho, então para tentar resolver esse problema, minha mãe me comprou um pica-pau de pelúcia e esse bichinho me salvou das criaturas malignas imaginarias da escuridão. O Pica Pau se tornou meu Ursinho Pimpão.

Ainda me lembro do show que eles vieram fazer aqui em Londrina, no Moringão.

Eu fui nesse show, só não me lembro se fui sozinho ou tinha alguém comigo. Lembro da Simony, do Tob e Maike, todos ainda crianças. Foi um barato! Fiquei na frente do palco do lado direito só assistindo e esperando eles cantarem minha música favorita, tudo bem que era playback e ninguém estava se importando com isso, a galera estava ali para escutar o Balão Mágico e eu para ouvir o Ursinho Pimpão, então estava tudo certo.

Agora uma banda que fui fã foi o RPM. Lembro que estudava no antigo colégio São Paulo, tinha 14 anos e no dia 29/11/1986 teve um amigo secreto da nossa turma, lógico que pedi esse disco, pois o Ao Vivo eu já tinha. O cara que me tirou perguntou por que pedi este disco e, para não falar que eu era fã de RPM, inventei uma desculpa, que era um colecionador de discos e só faltava esse para completar a discografia da banda e deu certo. Nem precisa falar que o cara achava o RPM uma bosta.

Até hoje eu considero o lado B desse disco fantástico. Depois de alguns anos veio o terceiro, que é um “pusta” discão foda, totalmente à frente do primeiro e também à frente dos fãs, que esperavam um terceiro disco parecido e cheio de hits. Infelizmente poucos entenderam a mensagem, as vendas desse disco foram fracas e logo depois o RPM acabou, mas eu ainda tenho os três discos deles.

Foto: Acervo Pessoal

Inclusive eles vieram para Londrina um dia depois do Paulo Ricardo (vocal) ter sido preso com maconha. Mas esse show não fui, no outro dia pós o show meus primos iam para Cuiabá de ônibus, então meu pai me deu um ultimato (ou você vai no show ou vai viajar). Lógico que eu preferi ir para Cuiabá, uma das viagens mais doidas da minha vida. Mas deu tempo de ir no hotel ver eles indo embora e aquele monte de fã se matando para conseguir um autografo. Eu fiquei de longe, só observando aquela loucura toda.

Claro que não podia faltar o grupo Menudo. Até hoje eu não sei se eu era fã, ou gostava de algumas músicas deles. A minha esposa era fã e, até hoje, tem todos os discos. Eu não tenho nenhum, então acho que não era tão fã assim, só gostava de algumas músicas.

Até que em agosto de 1985 é anunciado um show do Menudo no estádio do Café, os ingressos eram vendidos pelo Banco do Brasil, na época.

Foto: Acervo Pessoal

Eu só vi o Café lotado assim quando o Brasil jogou aqui em um campeonato que não lembro o nome, nem pesquisei que campeonato foi, pois não gosto mais de futebol. Para quem gosta…

Meu pai me perguntou se gostaria de ir no show, pois minha prima que, na época, morava em Paranavaí também queria ir. Como a gente tinha apenas 13 anos, a mãe dela (Tia) ficou incumbida de levar a gente para o show.

Meu pai foi quem comprou os ingressos, para gente ficar no gramado, para ficarmos mais próximo dos Menudos. Como a gente demorou para conseguir entrar no estádio, o gramado já estava praticamente lotado. Não lembro como, mas a gente conseguiu sair de lá e paramos nas cadeiras cativas, sei lá como conseguimos esse feito, então assistimos o show confortáveis. Nem lembro como foi o show e acho que minha prima também não, mas está valendo, mais um show para o currículo.

Dá Xuxa nunca fui fã e nem fui no show que ela fez no estádio do Café, mas confesso que fui no aeroporto ver ela chegar. Na época, ela era mais bonita sem maquiagem, parecia uma pessoa qualquer sendo recebida por um monte de criançada eufórica, acho que o Conrado estava junto, mas foda-se os dois. Puta coisa chata foi aquilo.

Nunca tive vergonha desse lado musical da infância e pré-adolescência, inclusive já contei essas histórias para várias pessoas que comentavam: Mas como assim? Balão Mágico, Menudo e RPM? E a gente ria um monte, é cada coisa louca que a gente faz nessa vida, não é mesmo? Não me arrependo de nada disso, só me arrependo de outras coisas que minha cabeça me levou a fazer.

E vocês, se envergonham do seu passado musical ou do momento tiete?

Um ótimo resto de semana a todos e…

BORA PRO ROCK!

Rogério Rigoni

Foi comerciante a vida toda, se rebelou e assumiu seu lado de escultor. A música que sempre foi sua paixão! Rock and roll na vida e na arte!

Foto: Reprodução da Internet

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