Skip to content

Você sabe driblar os imprevistos da vida?

A cada 365 dias, costumamos renovar nossas resoluções de fim de ano. Prometemos uma infinidade de coisas que nos motivam a iniciar o Ano-Novo sempre com fé e esperança de que tudo será diferente. Desde a prática de exercícios físicos, novas leituras de livros, mais trabalho e melhor dedicação aos estudos. Nossa sociedade é treinada para, no fim de um ciclo anual, fazer uma reflexão do que passou e projetar o novo ciclo. Mas, será que isso funciona? Ou melhor: e quando acontecem imprevistos dos quais jamais imaginamos, como foi 2020?

Aristóteles sempre dizia que a ética, por exemplo, é uma ação prática ligada à conduta, ao modo de agir, do ser humano. Nesse sentido, as resoluções de Ano-Novo não devem, portanto, permanecer no campo teórico, mas, sobretudo, se transformar em atitude. Senão corremos o risco de acontecer o que acontece anualmente: um par de promessas fica somente nas promessas. Mais ainda quando vem um 2020 pandêmico e muda absolutamente todos os planos que tínhamos, o que independe de nós mesmos.

O ano de 2020 mostrou que precisamos sempre estar preparados para nos reinventar. Ou seja, para mudar os planos, se for necessário. Eu mesmo, se não tivesse me reinventado, teria tido outro destino, um pouco pior. Por isso, é importantíssimo, sim, que tenham um monte de resoluções do que faremos no novo ano. Entretanto, nada disso importa se não começarmos o dia 1º já colocando essas promessas em prática. Aliás, não há tempo específico para iniciar novos projetos e novas ideias. Todo tempo é tempo.

Lidar com o imprevisto é muito mais fácil quando estamos assentados em bases sólidas, filosófica e praticamente falando. Quando temos certo em nossa mente aquilo que precisamos fazer para alcançar nossos objetivos. Exemplo: se não deu para fazer academia porque a pandemia do coronavírus fechou os estabelecimentos, então foi preciso reinventar jeitos de fazer exercício. O objetivo era o mesmo. A forma é que mudou. E isso é não perder o foco das metas previstas a cada início de ano. Enfim, precisamos sempre saber driblar os imprevistos da vida.

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: Karolina Grabowska no Pexels

Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Designed using Magazine Hoot. Powered by WordPress.