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Vaso ruim quebra? Ou a justiça tarda, mas, não falha?

Por Fábio Luporini

Vaso ruim não quebra. Você já ouviu essa expressão? Metaforicamente, refere-se a algo ou alguma coisa que dura muito tempo, apesar da má qualidade. Normalmente, algo ruim. Por metonímia, o vaso pode se referir ainda a alguém cujo juízo moral constata ser uma pessoa má. Isso significa que aquele ou aquela que cometeu injustiças ao longo da vida, injustamente vive muito tempo. Por outro lado, também já ouvimos dizer que os bons vão embora logo, morrem cedo demais. Essa é, portanto, a sensação que temos em relação a essas pessoas.

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Digo isso porque, dias atrás, vi a notícia de quem um senhor de idade, o qual não vou nominar, mas, que era presidente da República quando eu nasci, depois virou senador e viveu envolvido em esquemas escusos, caiu e se machucou dentro de casa. Já idoso, a queda ganha uma importância maior do que quando se é jovem. Para além da celebração da desgraça alheia – não é o caso, obviamente –, o fato me remeteu exatamente ao ditado que inicia essa coluna: afinal, vaso ruim quebra?

A longevidade do vaso ruim

À luz do espiritismo, poderíamos compreender esse provérbio de uma maneira em que levamos em conta a transcendência. Afinal, um vaso ruim não quebra, ou seja, uma pessoa má e que cometeu injustiças ao longo da vida, não morre tão cedo porque, em teoria, precisa de mais tempo no plano terreno para se regenerar ou compensar as maldades que fez. Isto é, a durabilidade é uma oportunidade que temos de corrigirmos nossos erros, pedirmos perdão e consertarmos as coisas.

E isso nos leva a outro ditado: “A justiça tarda, mas, não falha”. Ou seja, independentemente do que seja justiça, ela sempre chega. Justiça pode ser sofrer consequências das ações e atitudes desenvolvidas. Ou, então, a possibilidade de se redimir diante de erros, maldades e injustiças cometidas. Quem irá julgar, afinal? O importante é que a gente sempre busque viver uma vida sem prejudicar os outros.

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: Freepik

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

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