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Torre de Babel: a barreira linguística não é mais um problema

Por Fábio Luporini

Diz-se que, desde a destruição da Torre de Babel por Deus, o mundo passou a conhecer diferentes línguas. E isso causou certa confusão entre os povos. O mito bíblico, na realidade, demonstra as consequências da soberba e da arrogância humana ao querer construir uma torre que alcançasse os céus, logo após o dilúvio vivido por Noé. Hoje, o mundo é uma verdadeira Babel no sentido de que circulam por aí diversos idiomas, cada qual mais diferente do outro. Entretanto, isso já não é mais problema.

Caminhar pelas ruas de Londres, tomar o transporte de ônibus ou metrô, adentrar em alguma padaria, supermercado ou ponto turístico é o mesmo que mergulhar no próprio mundo, no sentido mais amplo que a palavra nos remete. Isso porque é possível ouvir as pessoas conversando em seus próprios idiomas ou dialetos. Uma mulher passa ao telefone balbuciando palavras estranhas. Outra dupla de amigos caminha animado numa conversa da qual não se entende uma palavra. Até mesmo aqueles que falam inglês, sejam os próprios ingleses ou os imigrantes, possuem sotaques e expressões características e específicas.

Londres é cosmopolita. E as pessoas que vivem lá já estão acostumadas a isso. O importante, na verdade, é saber se comunicar. Até mesmo quem não sabe falar em inglês consegue. Eu, por exemplo, tenho meu inglês bastante supérfluo. E isso nunca me impediu de me comunicar com as pessoas. Ir daqui até lá, pedir uma informação, perguntar quanto custa um produto, escolher a refeição. Tudo isso, embora dependa da comunicação verbal, pode muito bem ser realizada através da não verbal. No fim, se ambos se entendem, o resultado foi atingido.

O que quero dizer é que o desenvolvimento humano é tanto que a barreira linguística não é mais um problema. O “castigo” divino da confusão de idiomas foi superado, ao longo dos séculos e milênios justamente pela própria capacidade e inteligência do ser humano, não apenas de aprender, mas, sobretudo, de se reinventar, de ser resiliente. Dessa maneira, ao desembarcar num país totalmente diferente, o ser humano está apto a aprender a se virar. Uns com mais tempo, outros com menos. Mesmo assim, cada qual consegue se comunicar com o mais diferente dos semelhantes.

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Instagram@fabio_luporini

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