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Por que a gente (quase) nunca cumpre as promessas de Ano-Novo?

Por Fábio Luporini

Sai ano, entra ano, a gente retoma o velho hábito e costume de listar um sem-número de promessas. Tem gente que diz que vai fazer mais exercício ou que vai fechar a boca (para a gula ou para a fofoca). Muitos prometem que vão ler mais livros, que vão focar mais no trabalho, que vão cumprir os planejamentos. Outros garantem que não saem do ano sem estarem num relacionamento sério. São diversas as promessas que as pessoas fazem na virada de um ano para o outro. Mas, por que a gente nunca cumpre o que promete?

Uma das grandes razões para não cumprirmos o que prometemos é simples: não mudamos nada em nossas vidas para atingir o objetivo. A gente costuma fazer a promessa no calor do momento, no andar da carruagem, no pular das sete ondas. Só que, ao voltar para a realidade, nossa vida está organizada do mesmo jeito. Os horários são os mesmos, as contas e os boletos também. O trabalho continua a tomar conta de grande parte do nosso dia e o cansaço bate ao longo da semana. Assim, não temos forças nem condições para empreender novos hábitos prometidos no início do ano novo.

Outra razão para não cumprirmos as promessas é que, muitas vezes, estabelecemos metas inatingíveis. Enquanto deveríamos começar a realizar as promessas a partir de pequenos passos, de pequenos hábitos. Ou seja, a mudança é muito drástica a ponto de ser inalcançável? Afinal, não é simples mudar uma realidade, literalmente, da noite para o dia, de um ano para o outro. Então, ao começar a mudança devagar, poder ser que ela seja mais sólida e duradoura.

Independentemente de que tipo de promessa a gente tenha feito na virada do ano, o importante é o compromisso que temos com a mudança. Ao colocá-la em prática, é preciso que tenhamos comprometimento. Pode ser que um ou outro dia não seja possível cumpri-la, mas, isso não pode ser motivo para desistirmos. Então, ao colocar a promessa num plano de ação, escrevê-la na agenda, podemos sempre retomá-la. Se hoje não foi possível fazer o exercício físico prometido, amanhã será e não se pode desistir.

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

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