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No paredão, é preciso eliminar políticos que jogam sujo

Por Fábio Luporini

O bom jogador, para alcançar seu objetivo, utiliza as armas e as estratégias que tem. É assim que funciona em todas as competições esportivas, mas, sobretudo, é como gira a roda do universo empresarial e político. De modo especial, no jogo sujo da manutenção do poder. Já dizia isso o pai da teoria política moderna, o pensador florentino Nicolau Maquiavel, para quem o governante deve fazer de tudo para se manter no poder. E, ao que parece, alguns dos últimos presidentes do Brasil leram a cartilha e desenvolveram técnicas e táticas para cumpri-la.

A questão do Telegram, que foi proibido de operar no país e permitido novamente em seguida, é um exemplo disso. O aplicativo, que permite viralizar informações, inclusive notícias falsas e deturpadas, é, sem dúvida alguma, uma estratégia contemporânea para construir e compartilhar um discurso que, enviesado, contribui para que se conquiste o necessário à manutenção de um status quo. Outras redes sociais, como o WhatsApp, o Facebook e o Instagram, têm mecanismos de controle de veracidade de notícias, o que, até certo ponto, ajuda a evitar que certas narrativas ganhem corpo.

Por isso é tão importante levar ao paredão da política e eliminar políticos que assim o fazem, que utilizam a máquina pública para essa manutenção de poder. Bolsonaro é um jogador que precisa ser eliminado, simplesmente porque usa técnicas, táticas e estratégias ocultas, obscuras e enganadoras. Mas, também, tantos outros governadores, senadores, deputados (federais e estaduais), prefeitos e vereadores, sejam eles quem forem.

Esse é o problema de se ter tão pouca consciência política no país. As pessoas arrotam arrogância ao dizerem que nunca leram um livro! Ou, então, destilam informações erradas e deturpam a realidade ao considerarem isso ou aquilo de esquerda ou direita sem saber o que estão dizendo, verdadeiramente. E levam milhões de pessoas ao erro, por pura ignorância delas. Então, que tal, no jogo da discórdia, eliminar os políticos que a gente sabe que são jogadores sujos?

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: Pexels

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