Qual a importância de manter vivas algumas tradições?

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Por Fábio Luporini

Faz algum tempo que muitos jovens não sabem o que é pegar um jornal para ler durante o café da manhã. Se leem jornal, é apenas através do smartphone. Entretanto, duvido muito que é jornal (ou notícias) que a juventude está vendo através do celular. Essa é uma entre tantas tradições que as novas gerações estão deixando para trás, transformando radicalmente o mundo em que vivem e comprometendo as gerações futuras. Afinal, a tradição faz parte não apenas da sociedade, mas, é importantíssima, inclusive, para mantê-la viva.

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Do ponto de vista sociológico, as tradições têm importância crucial em meio à sociedade. São elas que nos ajudam a manter viva a consciência coletiva da História humana, da própria História social, além de nos conectar às raízes e essências da sociedade, preservando na memória a origem e o significado das coisas e costumes. Mais que isso, contribuem para fortalecer vínculos sociais, relações interpessoais e aprofundar as conexões entre os moradores de uma mesma localidade, bairro ou região. Traz consigo um sentimento de pertencimento.

É importante manter tradições

Concordo que as gerações vindouras sempre trazem algo novo, sempre quebram algum tabu ou modificam costumes. Entretanto, para a própria sobrevivência e identificação, é preciso manter algumas tradições. De tanto ressignificar os costumes, acaba por perder-se em meio à tanta novidade. Talvez por isso é que muitos não sabem o que significa tomar um café da tarde com um bolinho de fubá ou bolinho de chuva na casa da avó. Ou, então, ditos e crenças populares de antigamente, que se esvaem na modernidade.

Manter a tradição é uma responsabilidade intergeracional, que se passa de uma geração à outra, que se ensina e se pratica ao longo do tempo. Também isso tem a função de conectar as gerações. Afinal, ao viver num país cada vez mais idoso, é preciso que os jovens estejam conectados às pessoas dessa faixa etária. E é justamente os que têm mais de 50 e 60 anos que detêm grande parte do conhecimento das antigas tradições e costumes. Muitas coisas ainda podem ser resgatadas, algumas ressignificadas e outras reaparecem como retrô.

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina. Me siga no Instagram: @fabio_luporini

Foto: Freepik

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