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O ser humano pode pensar sem referências morais?

Transgredir o que foi previamente estabelecido é tentador. O proibido sempre chama mais a atenção do que o que é permitido. Mas, as sociedades são assim. Os grupos sociais e as instituições, também: todos têm regras de convivência, todos estabelecem um limite entre o que pode e o que não pode ser feito. Portanto, questiono, a partir de uma pergunta que vi por aí, enquanto fuçava pela internet: o ser humano consegue pensar sem ter alguma referência de valores?

Dia desses estávamos aqui em casa, eu e alguns amigos, a discutir as situações da vida, a compartilhar algumas experiências. E uma frase de um deles chamou minha atenção. Ele disse mais ou menos assim: “estava numa fase da vida em que não havia compromisso nenhum com um relacionamento, assim como não havia limites em relação ao número de pessoas com quem me relacionava. Até que parei e pensei: assim não dá!” Evitei dar detalhes do contexto da conversa, mas o que se pode apreender dela é que chega um momento que o freio moral liga o alerta.

Obviamente que a moralidade se transforma conforme a sociedade muda. Coisas que eram absurdas 15 ou 20 anos atrás já não são mais. E por aí vai. Mesmo assim, existe um limite com o qual nós, seres humanos, balizamos as nossas atitudes. E foi esse limite que sinalizou. Por isso, voltamos ao questionamento inicial: é possível pensar sem qualquer referência de valores? Talvez seja, muito embora não se pode fugir de construir valores ao longo da vida, sejam eles transmitidos pela família, na escola ou na religião, sejam eles apreendidos pela nossa própria experiência.

Afinal, o tempo todo estamos sendo bombardeados com a transmissão, a cristalização, a internalização ou até mesmo a ressignificação de valores morais e éticos. De qualquer forma, embora se tenha uma moralidade geral-social, existem inúmeras e infinitas formas de pensar o mundo, individuais ou particulares. Mas, entretanto, não se pode fugir de uma referência ética ou moral. Todos temos algum farol para nos ajudar a seguir na direção ou para, simplesmente, mudar a rota.

Foto: Pixabay

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

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