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Morte: início, fim ou limite da vida?

Somos finitos. Disso, não há dúvida. Qualquer filósofo, religioso ou ateu não poderá negar que a vida humana tem começo e tem fim. Ao menos materialmente. A questão que intriga a todos e que busca respostas diversas – e, diga-se de passagem, ainda é um mistério – diz respeito ao limite dessa finitude. A morte é o fim? Ou o início de uma nova etapa?

Os cristãos, por exemplo, vão dizer que a morte é apenas a passagem para a vida eterna, fim último da vida terrena. Por outro lado, os ateus contrapõem essa ideia, afirmando ser a morte a etapa final da vida. Mas, o que diz a filosofia? Recorremos, sobre este tema, a Jean-Paul Sartre (1905-1980), para quem o homem é nada quando nasce e ao nada retorna quando morre.

Embora considere o homem livre, Sartre admite a chamada nadificação de todas as possibilidades humanas. Afinal, o homem não pode e não consegue escolher se permanece vivo ou se morre. Este é um fenômeno que foge à realidade humana e às possibilidades do ser humano, tornando a morte algo absurdo.

Para Sartre, a morte é absurda porque nega a existência e devolve o ser ao nada, ainda que o faça isso de forma involuntária. Qual a solução para este problema? Construir uma vida recheada de significações. Caso contrário, a morte será ainda mais absurda!

A partir dessas reflexões, pergunto: que vida temos vivido? Que tipo de vida estamos construindo? Qual o significado da nossa existência? Há pessoas que passam despercebidas por essa vida. Outras, marcam profundamente a existência de quem as rodeia. Ou que são referências para milhares ou milhões de outras vidas.

Enfim, a filosofia deve nos ajudar a pensar de que forma estamos vivendo. Se com significado. Se sem qualquer sentido. E, já que a morte não é uma possibilidade que nos permite escolhas, ao contrário, a vida é repleta de deliberações. Sou eu quem escolho quem vou ser. Como diria Aristóteles, viver eticamente é escolher, de forma deliberada, levar a vida conforme as virtudes humanas. Fácil? Nem um pouco. Mas, necessário!

Foto: Pixabay

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

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