Power, diversão para o fim de semana chuvoso

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Fim de semana, inverno, chuva, quarentena, tédio. Já pensou se pudéssemos tomar uma pílula e ganhar superpoderes por cinco minutos? O que você faria? Essa é a trama principal de Power, novo filme dos jovens diretores Henry Joost e Ariel Schulman (Nerve: um jogo sem regras – 2016, Atividade Paranormal 3 e 4 – 2011, 2012).
Os dois diretores já dirigiram muitos outros filmes juntos, desta vez contando com um super elenco nos papéis principais: Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levitt e Rodrigo Santoro. Jamie Foxx caiu nas graças da poderosa Netflix, ganhando uma fortuna para incorporar seu papel no filme e entrar no seleto clube dos atores de ação como Will Smith, Ryan Reynolds, Charlize Theron, Chris Hemsworth e alguns outros.
Vamos a uma breve sinopse que você verá em qualquer trailer do filme, sem spoilers. Surge nas ruas de Nova Orleans uma pílula capaz de liberar superpoderes em quem a ingere, tais como se tornar à prova de balas, invisibilidade, super força. Mas há dois fatores a se levar em conta pelos usuários, os efeitos da pílula duram apenas cinco minutos e eles não sabem quais superpoderes terão, e o poder pode ser tão intenso que a pessoa pode literalmente explodir. É claro que as pílulas acabam nas mãos dos marginais, aumentando a criminalidade da cidade. Para conter os crimes, um policial local se junta a um traficante adolescente e um ex-soldado, tentando combater os marginais com seus poderes e chegar à origem da pílula.
O roteiro fica por conta de Mattson Tomlin (Little Fish – 2020, e do aguardadíssimo The Batman – 2021). Tomlin usa com maestria a aleatoriedade do efeito das pílulas, criando situações interessantes e bem humoradas, faz excelente uso também do fator de urgência com que o usuário da pílula tem que agir, contanto com apenas cinco minutos de poder.
A princípio, o filme foi escrito com a intenção de ser uma revolução nos filmes de super-heróis e seus superpoderes. Apesar das cenas serem tecnicamente impecáveis e com efeitos especiais de tirar o fôlego, é difícil desconstruir e reconstruir um gênero cinematográfico tão saturado como esse. Então, tudo desaba no cliché.
Power fica aquém do esperado, mas possui momentos empolgantes. Aproveite seu fim de semana.

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

Foto: Divulgação

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