Skip to content

Pokémon: Detetive Pikachu

Sempre de olho em alta rentabilidade, Hollywood não iria deixar passar em branco a febre do joguinho para celular que tomou as ruas do mundo alguns anos atrás, onde as pessoas saíam do conforto de suas televisões para caçar monstrinhos em todo tipo de lugar. Ainda me lembro da primeira semana após o lançamento do jogo, era impossível correr à volta do lago Igapó com tanta gente olhando para o celular e ao mesmo tempo tentando caminhar.

Estreou nesta quinta-feira (9) o filme Pokémon: Detetive Pikachu, dirigido por Rob Letterman e com Ryan Reynolds (Deadpool) fazendo a voz do personagem principal. O filme é divertido e tecnicamente impecável, apresentando ótimos efeitos especiais e focando no público infantil. A película foi distribuída com 90% de suas cópias brasileiras dubladas. Agora a Warner (distribuidora do filme) reza para que isso não seja um tiro no pé, porque um grande público em potencial foi esquecido: a geração mais velha que cresceu jogando ou vendo o desenho animado e não gosta de dublagens.

O roteiro é simples e se desenrola na metrópole Ryme City, local onde humanos e Pokémon vivem em harmonia. O detetive Harry Goodman obriga seu filho Tim a ir à sua procura acompanhado de Pikachu. A história apresenta diálogos ótimos e bem-humorados e a transposição das criaturas virtuais para a realidade tridimensional é incrível, apresentando personagens mais que fofos como Psyduck, Bulbassauro e, é claro, Pikachu.

Talvez o grande ‘pecado’ do filme seja sua excessiva simplicidade, mas temos que levar em conta seu público alvo, as crianças. Mesmo assim, provavelmente Pikachu irá agradar a família toda, começando pelas crianças vendo os pokémons na telona e terminando nos adultos que acompanharam, mesmo que indiretamente, toda a trajetória do anime.

Antes da estreia, Ryan Reynolds, com sua infinita irreverência, postou em seu Twitter que tinha encontrado um link contendo todo o filme em ótima qualidade, e compartilhou com os fãs. Apesar de conter o primeiro minuto do filme, os 100 minutos restantes contam outra história. Confira:

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Designed using Magazine Hoot. Powered by WordPress.