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Napoleão: meio lento e roteiro um pouco confuso

Por Marcelo Minka

Vulcões em erupção por todo o mundo, tornados tropicais, rachaduras nos concretos, edifícios caindo, mas, enquanto o fim do mundo não chega, vamos escrever sobre cinema.

Confesso que sou fã de Ridley Scott, diretor de Napoleão. Também confesso que o filme foi uma grande decepção. Estrelado por Joaquin Phoenix, Napoleão é um épico histórico que narra a vida e a carreira do imperador francês. A narrativa se inicia com Napoleão ainda jovem, um oficial de artilharia do exército francês, e segue sua ascensão meteórica ao poder, até sua derrota e exílio na ilha de Santa Helena.

O filme é dividido em duas partes: a primeira, ambientada na França do século XVIII, narra a infância e a juventude de Napoleão, sua formação militar e sua participação na Revolução Francesa. A segunda parte, ambientada no século XIX, narra sua carreira como general e imperador, suas guerras contra as potências europeias e sua queda.

Phoenix como Napoleão: excelente

Em sua grande parte, a produção é bem realizada, com boas atuações, ótima fotografia e direção de arte. Joaquin Phoenix, como sempre, está excelente como Napoleão, capturando sua ambição, determinação e carisma. Vanessa Kirby também está muito bem como Josephine, a esposa de Napoleão.

Diretor Ridkey Scott rebate as críticas do roteiro confuso de Napoleão dizendo que queria quatro horas de filme
Napoleão e Josephine

A produção oferece uma visão abrangente da vida e da carreira de Napoleão. O roteiro é inteligente e bem escrito, e o filme consegue equilibrar os aspectos históricos e dramáticos da história. No entanto, existem alguns problemas. O ritmo é lento em alguns momentos, e o roteiro pode ser um pouco confuso para quem não conhece bem a história de Napoleão. Além disso, o filme tem um tom um tanto irreverente, que pode desagradar alguns espectadores.

Napoleão é um exemplo da paixão de Ridley Scott por épicos históricos. O projeto desta produção é de longa data para ele, iniciando-se a desenvolver a ideia na década de 1970. E existe aqui uma questão interessante. Ele justifica as críticas negativas que vem recebendo dizendo que a versão para o cinema não foi aprovada por ele, e diz que quer lançar uma versão de quatro horas no streaming Apple. Como é que um diretor deste calibre dirige um filme de quatro horas de duração para o cinema? Haja pipoca e xixi.

Recomendado para fãs de filmes históricos, dramas biográficos e filmes de Ridley Scott.

Marcelo Minka

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Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas. Me siga no Instagram: @marcelo_minka e @m_minka_jewelry

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.

Fotos: Divulgação/Sony Pictures

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